Escolas marcham contra o medo na véspera do 25 de Abril

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Alunos e professores de várias escolas de 2.º e 3.º ciclos e secundárias de Setúbal participaram na manhã de dia 24 na marcha “Manifesta-te: em Contramedo”, no âmbito das comemorações do 52.º aniversário do 25 de Abril.

Organizada em conjunto pelo Plano Nacional das Artes e pela Câmara Municipal de Setúbal, a marcha, na qual os alunos exibiram cartazes e entoaram palavras de ordem em defesa da paz, do direito à educação, da saúde, da igualdade e da liberdade, entre outros temas, começou na Praça do Quebedo e terminou na Praça de Bocage, em frente dos Paços do Concelho, após passar pelas avenidas 5 de Outubro e Luísa Todi.

O evento contou com a participação das escolas básicas de 2.º e 3.º ciclos de Aranguez e Luísa Todi e das secundárias D. João II, Lima de Freitas, D. Manuel Martins e Sebastião da Gama, além da casa de acolhimento Centro Jovem Tabor e de uma representação da oficina de teatro para a infância do Teatro Estúdio Fontenova, sendo animado pelo Arangubombos, o grupo de bombos da Escola Básica de Aranguez.

Em frente dos Paços do Concelho, cantou-se a “Grândola, Vila Morena”, a música de José Afonso que em 1974 serviu com uma das senhas para a revolução do 25 de Abril, e foram lidos os manifestos contra o medo elaborados pelos alunos de cada escola.

Neles foi sublinhado que os adolescentes têm medo de não conseguir uma habitação e um emprego, das alterações climáticas, do desconhecido, da guerra, da solidão e de perderem a liberdade e apelou-se à ação para enfrentar o medo. “Verdadeiramente corajoso é aquele que, tendo medo, mesmo assim avança, insiste e faz”, referia um dos manifestos.

No final, o diretor do Departamento de Educação, Bibliotecas e Arquivos da Câmara Municipal, Carlos Cunha, agradeceu a presença de todos e recordou que este tipo de encontros só é possível porque há 52 anos “homens e mulheres de coragem e de boa vontade” transformaram Portugal, com o 25 de Abril, dando-lhe a democracia e a liberdade.

“Permaneçam fiéis àqueles que sofreram para que o país hoje seja como é e que permite que vocês estejam aqui a expressar-se. Vocês são o futuro deste país e a responsabilidade que têm é de manter a democracia, a liberdade e a possibilidade de se manifestarem sem medo”, disse.

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