Os intervenientes no encontro, dedicado ao tema “Mobilidade, Infraestruturas, Ordenamento e Conectividade”, abordaram a necessidade de existir uma rede de transportes que ligue os concelhos da Península de Setúbal entre si e não apenas a Lisboa.
Na abertura, o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Paulo Silva, sublinhou que a mobilidade e as infraestruturas “tornam-se decisivas” em função docrescimento demográfico na Península, que está a chegar a perto de um milhão de habitantes, e dos grandes projetos nacionais, que exigem “milhares de trabalhadores”.
Eduardo Medeiros, da Universidade Politécnica de Setúbal, destacou como prioridades a construção de uma ponte entre o Seixal e o Barreiro, com componente rodoviária, ferroviária e pedonal, e a expansão do metro de superfície, considerando que, além de Almada e Seixal, deveria servir os concelhos de Barreiro e Moita.
A ligação do novo aeroporto à rede ferroviária convencional, o reforço de comboios na linha Barreiro-Setúbal e a criação de ligações fluviais diretas ao Parque das Nações foram outras prioridades apontadas por Eduardo Medeiros para reforço das condições de mobilidade na Península de Setúbal.
Já Francisco Ferreira, da NOVA FCT, lembrou que as emissões de dióxido de carbono ligadas aos transportes deviam reduzir 40 por centro entre 2005 e 2030, mas “só diminuíram 9 por cento”, porque “continuamos a construir cidades para o automóvel”, alertou.
Francisco Ferreira considera que, “até as novas travessias chegarem, é preciso responder já com mais oferta na Fertagus e com a expansão do Metro Sul do Tejo, que deve ser decidida agora e não daqui a dez anos”.
O encontro realizado no dia 25 de setembro no Seixal foi o último do ciclo de Encontros com a Região, que passou também pelos concelhos do Barreiro, Sesimbra, Setúbal e Almada.
Os contributos recolhidos nestas sessões e nas reuniões realizadas com instituições, agentes económicos e sociais e academia vão ser incorporados no Plano Estratégico da Península de Setúbal 2028-2034.


