Este primeiro de cinco encontros destinados a ouvir quem vive e trabalha na região, partiu do facto de, ao ganhar mais 33.000 habitantes entre 2021 e 2024, a Península de Setúbal ser uma das regiões do país com maior crescimento populacional, o que está a transformar o território e aumenta a pressão sobre a habitação, a saúde e os serviços públicos.
Madalena Gomes da Silva, da Universidade Politécnica de Setúbal, Paula Urze, da NOVA FCT, e José João Mendes, da Egas Moniz School of Health & Science, abriram o debate sobre como responder a estes desafios e transformar crescimento em desenvolvimento e coesão.
Na área da saúde, foi lançado o repto às várias unidades locais de saúde (ULS) e instituições de ensino da região para seguirem o exemplo dado pela ULS da Arrábida e pela Egas Moniz School of Health & Science com a criação do primeiro Centro Académico Clínico.
O objetivo é ganhar massa crítica, trabalhar em rede e criar condições para que a Península de Setúbal possa vir a ter uma Faculdade de Medicina, considerada essencial para formar e reter talento na região.
Foi considerado, também, que criar emprego, aproximar casa e trabalho e reter talento são desafios colocados pela futura construção da terceira travessia do Tejo, da rede ferroviária de alta velocidade e do novo aeroporto de Lisboa, no Campo de Tiro de Alcochete, para que os habitantes da Península de Setúbal percam menos horas nas deslocações diárias para Lisboa e haja mais oportunidades para viver e trabalhar na região.
Os Encontros, para ouvir a Região e incorporar os seus contributos no Plano Estratégico 2028-2034, realizam-se ao longo da semana, estando programado para hoje o organizado em Setúbal, que decorre a partir das 14h30 no Cinema Charlot – Auditório Municipal, onde vão ser debatidos os temas ambiente, agricultura, pescas e resiliência territorial.

