Este encontro da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal, com a participação do vereador do município Paulo Maia, abordou a resiliência de um território com áreas metropolitanas, industriais, agrícolas, piscatórias, estuarinas e costeiras, onde coexistem diferentes necessidades de uso do solo e dos recursos naturais.
Rita Maurício, da NOVA FCT, Ricardo Salgado, da Universidade Politécnica de Setúbal, e Alexandre Trindade, da Egas Moniz School of Health & Science, debateram os desafios da região.
Os participantes defenderam que a resiliência territorial é também uma questão de segurança económica e social, ligada à capacidade de manter a agricultura produtiva e de proteger os ecossistemas de que depende a pesca.
A água foi um dos pontos centrais da sessão. Foi defendida a monitorização do aquífero partilhado pela região e a utilização de diferentes origens de água consoante os fins a que se destina, incluindo a possibilidade de instalar dupla canalização nas novas construções.
O encontro abordou a valorização dos resíduos como recursos e os desafios da aquacultura, nomeadamente o ordenamento da atividade, a rapidez dos licenciamentos e a falta de mão de obra.
Entre as propostas apresentadas estiveram a articulação da saúde humana, animal e ambiental e a valorização da produção local nas compras públicas.
A discussão partiu de indicadores sobre a região. Entre 2019 e 2023, a Península de Setúbal esteve entre as regiões que mais perderam superfície agrícola utilizada. Em 2025, Sesimbra e Setúbal registaram cerca de 22 mil toneladas de pescado desembarcado.
Os Encontros com a Região integram o processo de recolha de contributos para o Plano Estratégico 2028-2034 da Península de Setúbal. As restantes sessões, com início às 14h30, realizam-se no dia 24, na Sala Pablo Neruda – Fórum Romeu Correia, em Almada, sobre economia, emprego, inovação e qualificação, e a 25, no Auditório dos Serviços Centrais do Município do Seixal, para discussão dos temas mobilidade, infraestruturas, ordenamento e conetividade.



