Marinha entrega presentes às crianças internadas no Hospital de São Bernardo

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A Marinha Portuguesa entregou no dia 21 presentes às crianças internadas no Hospital de São Bernardo, durante uma visita ao Serviço de Pediatria realizada no âmbito das comemorações do Dia da Marinha de 2026, que decorrem até dia 24 em Setúbal.

Liderada pelo chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Jorge Nobre de Sousa, a comitiva da Marinha foi acompanhada pelos presidentes da Câmara Municipal, Maria das Dores Meira, e do conselho de administração da Unidade Local de Saúde das Arrábida (ULSA), Luís Pombo, bem como de médicos e outros funcionários do hospital.

O almirante Jorge Nobre de Sousa desejou rápida recuperação às crianças internadas e ofereceu-lhes várias lembranças, incluindo submarinos-tubarão de peluche, tendo igualmente sido entregues kits com babygrows, babetes e doudous (fraldas de pano com um boneco) destinados aos bebés nascidos na semana do Dia da Marinha, que se assinalou em 20 de maio, quarta-feira.

No final da visita, o chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA) disse que começou o dia “de coração cheio” e agradeceu à ULSA por “ter aberto as portas” da Pediatria à Marinha, salientando os “pontos de contacto” existentes entre o trabalho nos hospitais e naquele ramo das Forças Armadas, no que diz respeito aos sentidos de “missão” e de “serviço” exigidos em ambas as atividades.

“Com as dificuldades com que o Serviço Nacional de Saúde se debate, para se conseguir prestar o serviço que se presta é necessária muita dedicação e muito sentido de serviço. Muito obrigado pela forma como nos receberam de braços abertos e pelo serviço que prestam à comunidade”, afirmou, frisando que na cara das pessoas percebe-se a “humanidade” com que são tratadas no Hospital de São Bernardo.

O CEMA convidou todos a visitarem as exposições patentes até domingo na zona ribeirinha de Setúbal – no Cais 3 e no Jardim Engenheiro Luís da Fonseca – e entregou a Luís Pombo uma medalha comemorativa do Dia da Marinha.

A presidente da Câmara Municipal considerou que “era impossível Setúbal não escancarar as portas à Armada Portuguesa” para as comemorações do Dia da Marinha, porque “este ramo das Forças Armadas esteve no primeiro segundo ao lado daqueles que precisavam deles”.

Maria das Dores Meira recordou que tinha 16 anos quando aconteceu o 25 de Abril e na altura “passava os dias no Arsenal do Alfeite a pedir ajuda à Armada para os pobres de Almada”, tendo a Marinha ajudado “sempre”.

A autarca observou que, “ao longo dos anos”, o Hospital de São Bernardo “nunca foi tratado como devia ser tratado”, quer do ponto de vista do edificado, quer das pessoas que lá trabalham, notando que a unidade de saúde não é apenas o hospital de referência dos concelhos de Setúbal, de Palmela e de Sesimbra, mas também serve o Litoral Alentejano.

“Trabalha aqui muita gente que ainda hoje não é tratada com dignidade”, disse, notando ainda a importância da equipa de voluntários, da qual faz parte, e de se oferecerem brinquedos às crianças internadas, porque algumas nunca tiveram nenhum.

Antes de entregar uma lembrança à presidente Maria das Dores Meira e ao CEMA, o presidente do conselho de administração da ULSA, Luís Pombo, agradeceu à Marinha Portuguesa pela visita e sublinhou que, além dos concelhos de Setúbal, de Palmela e de Sesimbra e do Litoral Alentejano, o Hospital de São Bernardo também serve nalgumas especialidades o Arco Ribeirinho, que integra municípios como o Barreiro e a Moita.

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