A partir dos livros “Nos Mares do Fim do Mundo” e “Lugre”, a companhia setubalense recriou em palco o ambiente marítimo, o companheirismo e a solidão em alto mar e exaltou também o contexto e a presença das mulheres, a solidão em terra e a sua subsistência.
Bernardo Santareno, médico de profissão, foi no início de carreira médico de campanha a bordo de dois navios bacalhoeiros e no navio-hospital “Gil Eanes”, na Terra Nova e Gronelândia, e assistiu os pescadores dos barcos de pesca à linha.
Com encenação de José Maria Dias e interpretações de Celso Pedro, Gonçalo Poeiras, Graziela Dias, Patrícia Paixão e Sara Túbio Costa, a peça está em cena até 21 de março, no Fórum Municipal Luísa Todi, com bilhetes a 10 euros, para o público em geral, e com preço reduzido de 8 euros para estudantes, desempregados, menores de 25 anos, maiores de 65 e profissionais do espetáculo.
O Comemorar Teatro’26, que assume o lema “O Teatro como Trincheira”, com uma programação que cruza textos clássicos e criação contemporânea, revisita memórias, questiona heranças e reafirma a liberdade como prática contínua.
O programa, disponível na página da Câmara Municipal de Setúbal, está a decorrer até 31 de março e, além de diferentes apresentações cénicas, inclui um conjunto de atividades paralelas, como formações e um evento literário.


