A criação do TAS – Teatro Animação de Setúbal subiu no dia 20 à noite ao palco setubalense e reafirmou-se como uma reflexão crítica sobre os 50 anos do 25 de Abril de 1974 e sobre o percurso da companhia, fundada em 1975.
Com texto de Rui Zink e encenação de Carlos Curto, a peça parte de uma premissa provocadora, uma peça de teatro impossível de representar, para dar forma a um texto sarcástico e corrosivo, protagonizado por três tristes pides, figuras que funcionam como espelho crítico do passado e do presente da democracia portuguesa.
A interpretação esteve a cargo de Célia David, Duarte Victor, Miguel Assis e João Fernandez, que assina igualmente a música original do espetáculo.
A ficha técnica integra ainda sonoplastia de Álvaro Presumido, desenho de luz de José Santos e vídeo de João Bordeira.
Apresentado pela primeira vez em março, “Simplesmente Abril” afirma-se como um exercício de memória, intervenção e liberdade criativa, cruza humor e crítica para questionar o legado de Abril e sublinha o papel do teatro como espaço de resistência, reflexão e consciência cívica, agora de novo no palco do Fórum Municipal Luísa Todi.


