Setúbal debate Medicina Intensiva durante três dias

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Os desafios que se colocam na prestação de cuidados de saúde a doentes críticos são abordados num encontro, iniciado a 16 de abril e a decorrer até dia 18, no auditório do Ninho de Novas Iniciativas Empresariais de Setúbal, no 1.º piso do Mercado do Livramento.

As II Jornadas do Serviço de Medicina Intensiva da Unidade Local de Saúde da Arrábida, com o tema “Processo, pessoas e propósito”, juntam especialistas de diversas áreas num momento de partilha de conhecimento, reflexão e atualização científica com o objetivo de reforçar o compromisso com a inovação, a formação contínua e a qualidade da prestação de cuidados ao doente crítico.

Segurança e qualidade em cuidados intensivos, gestão do doente crítico, as Via Verde Sépsis e Trauma, doação e transplantação, caminho perioperatório e recuperação e formação e excelência em medicina intensiva são temas em análise ao longo dos três dias em que decorre o evento.

Na sessão de abertura, realizada na tarde de dia 16, a vice-presidente da Câmara Municipal, Maria do Carmo Tiago, destacou a importância do tema do evento, que remete para “três conceitos que representam pilares fundamentais do sistema de saúde moderno, resiliente e centrado no cidadão”.

A autarca apontou que em tempos em que “os desafios da saúde são cada vez mais complexos”, a medicina intensiva assume um papel fundamental na resposta aos doentes críticos, “exigindo não apenas elevada competência técnica, mas também capacidade de ação rápida, coordenação eficaz e, acima de tudo, humanidade”.

Maria do Carmo Tiago salientou, igualmente, a pertinência das temáticas abordadas ao longo dos três dias em que decorrem as jornadas, como o risco, a qualidade do trabalho em equipa, a segurança terapêutica, a construção de confiança nos serviços e a certificação como instrumento de melhoria da qualidade.

“Estes temas refletem uma preocupação constante com a excelência dos cuidados prestados e com a segurança dos doentes.”

Os oradores do encontro vão também falar sobre as vias verdes Sépsis e Trauma, processos em que “a organização eficaz da resposta se traduz em ganhos reais de saúde, salvando vidas e reduzindo sequelas”.

A vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal frisou ainda a relevância do enfoque nos temas da doação e transplantação e gestão do caminho perioperatório, “áreas onde a articulação entre equipas e a otimização dos processos fazem toda a diferença”.

“papel crucial da formação e da construção de equipas de alta performance” está também em destaque no encontro, tema que a autarca considera de grande relevância, uma vez que “investir em conhecimento, em competências e em condições de trabalho dignas é investir diretamente na qualidade dos cuidados de saúde e bem-estar das populações”.

Maria do Carmo Tiago apontou que o município de Setúbal reconhece “profundamente” o valor do trabalho desenvolvido pelos profissionais de saúde, “em particular aqueles que atuam em contexto de elevada exigência, como os serviços de medicina intensiva, onde enfrentam diariamente situações limite com coragem, dedicação e um notável espírito de missão”.

A autarca considera que as jornadas contribuam para o fortalecimento de redes, “algo que é essencial para construir respostas mais integradas e eficazes”, numa articulação que a Câmara Municipal de Setúbal “quer continuar a promover, em estreita colaboração com todas as instituições de saúde”.

O diretor para os cuidados de saúde hospitalares da ULSA, Nuno Marques, congratulou o Serviço de Medicina Intensiva pela realização da segunda edição desta iniciativa e por “estar a cumprir as linhas definidas para o serviço”.

O responsável salientou, igualmente, as boas relações institucionais entre a ULSA e a Câmara Municipal de Setúbal, que são para “aumentar e consolidar” e manifestou a disponibilidade da ULSA para colaborar com a autarquia em projetos na área da saúde.

Já o diretor do Serviço de Medicina Intensiva, Manuel Sousa, destacou a “evolução consistente” da unidade cuidados intensivos da ULSA, inaugurada em 1985, que “tem contribuído para a criação de uma equipa de emergência mista hospitalar e para a autonomização do serviço de medicina intensiva”.

O programa inclui mesas-redondas, momentos de partilha entre profissionais e uma sessão aberta à comunidade, no dia 18, entre as 10h00 e as 12h00, em que uma equipa de médicos e enfermeiros do Serviço de Medicina Intensiva da ULSA vai ensinar noções de Suporte Básico de Vida aos participantes.

O programa completo das II Jornadas do Serviço de Medicina Intensiva da ULSA pode ser consultado nesta ligação.

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