Estudo à encosta da Arrábida entra na segunda fase

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A Câmara Municipal de Setúbal (CMS), o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) informam que foi concluída a fase de diagnóstico do estudo sobre as condições de segurança na Rua Círio da Arrábida, entre o Hospital de Santiago do Outão e a Praia dos Galapinhos, na Serra da Arrábida.

O estudo, desenvolvido pela COBA (Consultores de Engenharia e Ambiente), foi promovido por estas entidades em parceria com a Secil, na sequência da identificação, em fevereiro de 2023, de uma massa rochosa com cerca de 5 mil toneladas, cuja instabilidade potencial representava um risco para os utilizadores da via e motivou a interdição do trânsito.

A caracterização do risco foi alargada às áreas envolventes, para identificar as zonas de maior instabilidade das arribas e avaliar as estruturas de proteção existentes, algumas com danos significativos causados pelas tempestades do inverno de 2025/2026. A área em análise ronda os 82 hectares, num troço de estrada de cerca de 3,5 quilómetros.

Os trabalhos incluíram a recolha de informação histórica, levantamentos topográficos de pormenor, inspeções no terreno, análise de imagens aéreas por drones e o enquadramento dos instrumentos de gestão do território. As situações de instabilidade foram classificadas em diferentes níveis de perigosidade, permitindo definir as intervenções necessárias para reforçar a segurança.

Concluída esta etapa, teve início a fase final do estudo, dedicada às soluções de engenharia que irão integrar o projeto de execução. Estas soluções procuram reduzir o risco de acidentes e criar condições para a reabertura do troço interdito, com especial atenção à massa rochosa que constitui o principal constrangimento à ligação rodoviária entre Setúbal e o Portinho da Arrábida.

As intervenções previstas visam garantir a segurança de pessoas e bens, preservando simultaneamente os valores ambientais e paisagísticos do Parque Natural da Arrábida.

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