“Celebrar esta data é prestar homenagem a uma instituição que faz parte da história da nossa cidade e que, ao longo de mais de um século, tem sabido responder às necessidades das populações, afirmando-se como um exemplo maior dos valores da solidariedade, da entreajuda e da responsabilidade social”, disse a vice-presidente da Câmara, que esteve acompanhada do vereador Paulo Maia.
Na sessão solene realizada no Salão Nobre da instituição, Maria do Carmo Tiago destacou o “espírito de serviço e sentido de responsabilidade” das “sucessivas gerações de dirigentes, trabalhadores e associados”, que consolidou “um património humano e social e de valor incalculável” ao longo de 138 anos de existência da associação, deixando “uma palavra de profundo reconhecimento e gratidão” a todos os contribuíram para o seu crescimento e afirmação.
A autarca notou que a Associação de Socorros Mútuos Setubalense (ASMS) é “uma referência de confiança, proximidade e qualidade do apoio prestado à comunidade” e tem “um papel social da maior importância”, por acompanhar “um número significativo de utentes, promovendo cuidados de saúde, respostas sociais e serviços essenciais que fazem a diferença na vida de tantas pessoas e famílias” do concelho.
Afirmando que as instituições deste tipo “são parceiros fundamentais na construção de uma comunidade mais justa, mais solidária e mais coesa”, salientou que a Câmara Municipal “reconhece plenamente esse contributo e valoriza profundamente o trabalho desenvolvido” pela ASMS, mantendo “uma relação de proximidade e cooperação” por acreditar que “o fortalecimento das instituições da economia social representa um investimento no bem-estar coletivo e na qualidade de vida” da população.
Maria do Carmo Tiago reafirmou a disponibilidade do município “para continuar a apoiar esta instituição, no quadro das suas competências e possibilidades, fortalecendo uma parceria que tem como objetivo comum servir melhor os setubalenses”.
O presidente do conselho de administração da ASMS, Fernando Paulino, recordou que a criação da instituição resultou “da necessidade de proteção na doença e no funeral”, recordando que o movimento mutualista tem a sua origem há 850 anos e é “um parceiro imprescindível do sistema público” em áreas como a saúde, a educação e a ação social.
“O mutualismo acresce valor e promove a coesão social e o bem-estar das populações. Não deixamos ninguém para trás”, disse Fernando Paulino, sublinhando o facto de a ASMS estar instalada na zona histórica da cidade, prestando apoio a pessoas que vivem sozinhas e estão isoladas.
Ao encerrar a sessão, o presidente da assembleia-geral da ASMS, David Martins, manifestou preocupação pelo facto de poucas pessoas participarem na vida da associação, nomeadamente das gerações mais novas, mas disse ter esperança “de que os jovens abracem estes projetos, que são tão úteis e tão importantes para a sociedade”.
Fernando Paulino, que é presidente do conselho de administração desde 1997, depois de ter presidido à assembleia-geral entre 1986 e 1997, e David Martins, que preside à assembleia-geral desde 1997, após ter sido presidente do conselho de administração entre 1986 e 1997, foram homenageados pelos 40 anos de ligação à Associação de Socorros Mútuos Setubalense.
Também foram homenageados alguns médicos que têm colaborado com a associação, bem como os sócios com 25 e 50 anos de filiação e os funcionários com 25 e 40 anos de serviço, além de terem sido entregues os diplomas de Voluntário de Mérito 2026, enquanto a trabalhadora Dina Mota foi distinguida como Personalidade ASMS 2026.





