Saúde, Arrábida e Alterações Climáticas em análise

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O vereador Pedro Pina garantiu em 29 de maio, num encontro realizado no Cinema Charlot – Auditório Municipal, integrado nas Jornadas de Ambiente de Setúbal, que a Câmara Municipal está empenhada em desenvolver ações concretas para atenuar os efeitos das alterações climáticas.  

O vereador Pedro Pina garantiu em 29 de maio, num encontro realizado no Cinema Charlot – Auditório Municipal, integrado nas Jornadas de Ambiente de Setúbal, que a Câmara Municipal está empenhada em desenvolver ações concretas para atenuar os efeitos das alterações climáticas.  

“Da Câmara Municipal de Setúbal, há uma preocupação permanente e um esforço para que as alterações climáticas sejam uma matéria que não conste apenas de um programa e de um conjunto de documentos, mas que se traduza em ações concretas”, afirmou o autarca na sessão de abertura do 1.º Encontro Saúde, Arrábida e Alterações Climáticas organizado pela ULSA – Unidade Local de Saúde da Arrábida, com o apoio da Câmara Municipal.

Pedro Pina recordou que a autarquia está empenhada no Plano Municipal de Ação Climática de Setúbal, que se encontra “em fase final de elaboração e agrega o trabalho do PLAAC – Arrábida”, o qual elenca os principais riscos climáticos do território.

“É mediante esta base de trabalho que as medidas identificadas para atenuar os riscos se assumem como medidas que se prendem também com as questões da saúde pública, como por exemplo os efeitos do calor excessivo.”

O vereador Pedro Pina enalteceu a “oportunidade extrema” do encontro no âmbito da “relação estreita” entre a ULSA, a Câmara Municipal e demais entidades preocupadas em agir para fazer face aos impactes das alterações climáticas na saúde.

“Somos assoberbados pelas notícias das catástrofes climáticas, mas parece que nada nos faz alterar os nossos comportamentos. Deixo um forte agradecimento àqueles que todos os dias se empenham nestas matérias e reafirmo o compromisso da Câmara Municipal de Setúbal enquanto entidade empenhada neste esforço e nesta determinada ação em nome daquilo que precisamos para salvar o nosso planeta.”  

O presidente do conselho de administração da ULSA, Luís Pombo, sublinhou que o 1.º Encontro Saúde, Arrábida e Alterações Climáticas surge no âmbito da aposta na “integração de cuidados para a melhoria dos serviços de saúde da população, numa lógica de prevenção da doença e de promoção da saúde”.

O evento, a decorrer até às 17h00 no Cinema Charlot – Auditório Municipal é “uma boa oportunidade para partilhar as valiosas experiências e melhores práticas, dificuldades e também soluções de forma a prestar cada vez melhores cuidados aos utentes”.

Presente também na sessão de abertura, a vereadora da Câmara Municipal de Palmela Maria João Camolas destacou que esta iniciativa vai ao encontro do trabalho desenvolvido naquele concelho, que, “há muito anos, tem vindo a trilhar caminhos em prol da saúde, do desenvolvimento e da sustentabilidade do território”.

A autarca reforçou a importância da cooperação entre instituições, apontando o Plano Local de Saúde da Arrábida como “um excelente exemplo daquilo que o trabalho colaborativo e participativo permite alcançar”, bem como da prevenção que assenta num conhecimento cada vez mais profundo do território Arrábida.

O coordenador da Unidade de Saúde Pública da ULSA, João Diegues, revelou que, após uma paragem devido à pandemia, “o Plano Local de Saúde está a ser reorganizado na perspetiva do Plano Nacional de Saúde 2020-2030”, o qual “acentua de uma forma extraordinária” a importância da questão das alterações climáticas.

É nessa lógica que a ULSA organizou o encontro de hoje “como forma de reativar todos os parceiros” e em conjunto, “como uma rede colaborativa, voltar a trabalhar neste plano”.

O 1.º Encontro Saúde, Arrábida e Alterações Climáticas contemplou, no período da manhã, um conjunto de três conferências que começou com “A urgência da mudança – do clima à promoção de uma economia do bem-estar”, proferida pelo presidente da Associação ZERO, Francisco Ferreira.

“Caracterização e cenarização, avaliação do impacte e vulnerabilidades climáticas no território Arrábida”, com alocuções de Cristina Daniel, da Agência de Energia da Arrábida, e José Luís Zêzere, do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa, e “REVIVE. Alterações Climáticas e não só. Quais os Cenários?”, por Maria João Alves, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge completaram o programa das três conferências.

À tarde, o encontro reserva duas mesas temáticas, em que se inclui o tema “O papel da Saúde e da Educação nas Alterações Climáticas”, com alocuções dePaula Vasconcelos, da Direção-Geral da Saúde, Gleber Oliveira, da Administração Central do Sistema de Saúde, e Margarida Gomes, do Projeto Eco-Escolas.

Segue-se “Os Planos Locais de Adaptação às Alterações Climáticas”, com intervenções de Cristina Coelho, da Câmara Municipal de Setúbal, de Teresa Santos, do município de Palmela, e de Marta Franco, da Câmara de Sesimbra.

A sessão de encerramento do encontro está agendada para as 16h30.

O 1.º Encontro Saúde, Arrábida e Alterações Climáticas contou ainda com oficinas de formação em Palmela, Sesimbra e em Setúbal, a qual decorreu a 28 de maio, no auditório do Mercado do Livramento.

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