Projeto humanizador da saúde celebra 30 anos

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A promoção de cuidados de saúde mais humanos foi, a 28 de setembro, defendido pela vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Carla Guerreiro, mas celebrações dos 30 anos do projeto “Humanizando os Cuidados de Saúde – A Sala Mágica da Dra.”.

A promoção de cuidados de saúde mais humanos foi, a 28 de setembro, defendido pela vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Carla Guerreiro, mas celebrações dos 30 anos do projetoHumanizando os Cuidados de Saúde – A Sala Mágica da Dra.”.

“A humanização dos cuidados de saúde é um aspeto fundamental para garantir o bem-estar e a recuperação eficaz de todos os pacientes, especialmente das crianças, em hospitais públicos”, enfatizou a autarca, uma das embaixadoras deste projeto, na cerimónia realizada no Fórum Municipal Luísa Todi.

Esta abordagem, afirmou, vai além do tratamento clínico e envolve a consideração de necessidades emocionais, psicológicas e sociais, de pacientes e famílias. “Os doentes, em especial as crianças, ao enfrentarem a realidade de uma hospitalização, podem sentir medo e ansiedade.”

Nesta perspetiva, realçou que “um ambiente acolhedor e humanizado ajuda a mitigar estas emoções, tornando a experiência hospitalar menos traumática”, e “contribui para resultados clínicos mais positivos, uma vez que, pacientes mais tranquilos, tendem a recuperar mais rapidamente”.

Este projeto de humanização dos cuidados de saúde contribui, igualmente, para o fortalecimento da relação entre médicos e pacientes, para a promoção de um sistema de saúde mais eficiente e para a valorização dos profissionais de saúde, com a adoção de uma abordagem multidisciplinar.

“A humanização dos cuidados de saúde é uma prioridade que deve ser incorporada na prática hospitalar, especialmente em contexto pediátrico”, afirmou a autarca, ao vincar que o Serviço Nacional de Saúde foi uma das mais importantes conquistas do 25 de Abril, este ano a celebrar 50 anos.

Para que esta humanização se enraíze cada vez mais, Carla Guerreiro defendeu que “é imprescindível investir no Serviço Nacional de Saúde e nos seus profissionais”, assegurando que sejam “bem formados, adequadamente remunerados e motivados”, uma vez que se assumem como “essenciais para prestar um atendimento de qualidade”.

A autarca deu ainda nota dos diversos desafios enfrentados pelo Serviço Nacional de Saúde, os quais comprometem os serviços prestados, “quer pela falta de investimento na construção e manutenção de hospitais e outras unidades de saúde, quer no reforço de profissionais de saúde”.

O acesso desigual aos cuidados de saúde, “frequentemente acentuado por fatores socioeconómicos que afetam a capacidade de procurar e receber os cuidados”, foi também foi apontado pela vice-presidente da autarquia, que reiterou a necessidade de promover uma “maior cultura de prevenção”.

“Foi para as crianças que fiz este projeto”, resumiu a cardiopneumologista Leonor Campos, que, há 30 anos, criou a iniciativa “Humanizando os Cuidados de Saúde – A Sala Mágica da Dra.”, o qual, entre diversas ações em contexto hospitalar, integra a coleção literária “Dra. Mágica”, da autoria da clínica.

A segunda obra desta coleção literária infantojuvenil, intitulada “A Dra. Mágica e o Pajem Trapalhão”, com ilustrações de Mara Silva, foi dada a conhecer na cerimónia realizada no Fórum Municipal Luísa Todi, que incluiu a apresentação de parceiros e embaixadores que apoiam o projeto.

“Dedico este livro a todas as crianças do mundo que recorrem aos hospitais”, disse Leonor Campos, técnica superior de cardiopneumologia no Serviço de Imunoalergologia do Hospital de São Bernardo, que é igualmente autora da obra “A Dra. Mágica e a Bruxa Zá”, lançado em 2022.

O evento contou com alocuções do comandante naval da Marinha José Ferreira, do comandante territorial da GNR de Setúbal, Marco Gonçalves, do presidente do conselho de administração da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, Carlos Correia, do presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde da Arrábida, Luís Pombo, e do chefe do Gabinete Episcopal e da Casa Episcopal da Diocese de Setúbal, David Caldas.

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