Com direção artística de Leonardo Silva, que assina a dramaturgia juntamente com Patrícia Paixão, o projeto tem como mote a memória local da expressão “Peixe Pó Gato”, a qual era usada para pedir peixe no mercado como forma envergonhada de esconder a fome e pobreza.
O espetáculo teve início no Largo da Misericórdia, às 17h00, seguindo até ao espaço A Gráfica – Centro de Criação Artística, numa caminhada performática, acompanhada pelo vereador do município Paulo Maia, a qual convidou o público a refletir sobre a desigualdade, privação, atos de resistência e de dignidade humana.
A composição musical de “Peixe Pó Gato”, que se repetiu a 19, é de João Mota (Et toi Michel) e Tozé Bexiga (Raia), que se juntam na Interpretação a Carlos Pereira, Gonçalo Poeiras, Graziela Dias, Inês Oliveira, Sara Túbio Costa, Vozes da União e Banda da Capricho Setubalense.
O projeto “Peixe Pó Gato” inclui uma exposição a inaugurar no dia 9 de maio, às 16h00, no espaço A Gráfica – Centro de Criação Artística, local onde fica patente até 6 de junho, podendo ser visitada de segunda a sexta-feira, das 15h00 às 17h00, e ao sábado, das 15h00 às 19h00.
“Peixe Pó Gato”, um projeto da Dar Cor à Vida em parceria com o Teatro Estúdio Fontenova, com financiamento da DGArtes e da Câmara Municipal de Setúbal, tem igualmente previsto, em junho, a edição de um livro com a dramaturgia e investigação realizada para a conceção do projeto.
O projeto conta ainda com os apoios da União das Freguesias de Setúbal, União Setubalense, Capricho Setubalense, Faísca Voadora, História, Territórios e Comunidades – HTC (NOVA FCSH), Instituto de História Contemporânea – IHC (NOVA FCSH), UNIDCOM/IADE, EAPN Setúbal, Centro de Apoio Sem Abrigo de Setúbal e Centro Paroquial D. Manuel Martins


