O presidente da Câmara Municipal de Setúbal, André Martins, representado na sessão literária realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho pelo vereador da Cultura, Pedro Pina, sublinhou a importância deste novo livro de Pedro Tadeu, com particular importância no contexto de luta pela liberdade e defesa da democracia.
“Este é um livro que não é apenas o testemunho de um percurso pessoal e político, mas também um convite à reflexão sobre o presente e o futuro do nosso país e da nossa democracia, com um significado especial num tempo marcado pela ascensão dos populismos de extrema-direita em Portugal e por toda a Europa.”
Na intervenção lida pelo vereador Pedro Pina, o presidente do município realça que há uma “perigosa caminhada que nos faz temer a emergência de um novo fascismo, contra o qual não podemos deixar de nos mobilizar”, com “sinais preocupantes” que procuram “desviar a atenção das verdadeiras causas das injustiças sociais”.
André Martins enaltece ainda o “notável percurso profissional” de Pedro Tadeu, uma “figura incontornável do jornalismo português das últimas décadas”, e, mais recentemente, como comentador nas televisões nacionais, nas quais “intervém com clareza, rigor e coragem em defesa dos valores democráticos e da verdade”.
André Martins vincou que o autor de “Porque Sou Comunista” é também um “militante cultural e político, que tem dado vários contributos valiosos, em particular para a Festa do Avante!, espaço de liberdade, de convívio e de afirmação de valores humanistas e progressistas”.
Na esfera da intervenção cultural, foi sublinhado, igualmente, o contributo dado por Pedro Tadeu no projeto “Venham Mais Vinte e Cinco”, de comemoração dos 50 Anos do 25 de Abril em Setúbal, que “enriqueceu a programação destas celebrações, que tiveram na cidade uma expressão cultural, política e popular de grande alcance”.
Em “Porque Sou Comunista”, editado pela Zigurate, o jornalista e autor Pedro Tadeu procura explicar, numa linguagem quotidiana, porque é que no século XXI o comunismo ainda faz sentido, numa abordagem contemporânea com várias referências culturais sobre o sistema ideológico.
“Este é um livro de um homem despretensioso, que partilha uma visão de interpretar o mundo atual, numa análise pessoal e sob o ponto de vista político do comunismo, o qual parte de uma primeira atitude sobre como encaro a vida, que é a solidariedade”, revelou o jornalista Pedro Tadeu.
O autor diz que a obra, cujo título “é uma afirmação relevante”, apesar de “não ser um livro de teoria política nem de reflexão filosófica”, desperta diferentes leituras. “É interessante ver as interpretações que as pessoas fazem do livro, ao comunicar, muitas vezes, o contrário do que pretendia comunicar.”
“Porque Sou Comunista” foi apresentado em Setúbal pelo professor catedrático e filósofo Viriato Soromenho-Marques, que falou numa obra lançada “num mundo sem sensatez política”, com uma “variedade de temas e densidade”, entre os quais a religião, a liberdade de imprensa, o jornalismo e a responsabilidade individual.
Sobre a dinâmica literária do livro, com um total de 26 capítulos, de diferentes temáticas, repartidos por 176 páginas, Viriato Soromenho-Marques falou num “estilo despretensioso, por vezes bem-humorado, numa partilha de história em registo pessoal, mas sem ser melodramático”.
O editor de “Porque Sou Comunista”, Carlos Vaz Marques, da Zigurate, disse que esta obra literária “é a primeira de uma série [Porque Sou…] a editar” e manifestou “orgulho por ter este livro no catálogo da editora”, enfatizando que “Setúbal é uma cidade especial” para a apresentação do livro.





