“De Convento a Museu – Uma história do Convento de Jesus através dos seus espaços musealizados” deu tema ao encontro realizado no Museu de Setúbal/Convento de Jesus, no âmbito do ciclo de “Conversas no Museu”, conduzida por Fernando António Baptista Pereira, e que contou com a participação da presidente da Câmara Municipal, Maria das Dores Meira.
A autarca enalteceu a “importância histórica” da joia manuelina e lembrou o processo de requalificação que permitiu travar a degradação do edifício e devolver o Convento de Jesus ao usufruto público com novas áreas expositivas.
“Um local com esta história, onde foi ratificado o Tratado de Tordesilhas, não podia cair. Foi graças a Setúbal e aos setubalenses que a recuperação avançou e que, finalmente, em 2024 o museu reabriu totalmente requalificado.”
Fernando António Batista Pereira, antigo conservador do Museu de Setúbal/Convento de Jesus durante cerca de 30 anos, proporcionou uma viagem pela história do monumento, cuja construção foi iniciada em 1490 graças a um voto de Justa Rodrigues Pereira, ama do rei D. Manuel I, para recolher um grupo de freiras franciscanas, da Ordem de Santa Clara.
“O monumento funcionou como convento até 1890, ano em que é entregue à Santa Casa da Misericórdia que nele instalou um hospital até 1959. Dois anos depois, a 5 de fevereiro de 1961, foi inaugurado o Museu de Setúbal.”
Fernando António sublinhou que o acervo do museu “triplicou” ao longo dos anos, sendo que das 1600 peças inventariadas em 1982/83 passou para “mais de 6 mil peças, sem contar com o espólio arqueológico”, num espólio artístico e histórico que ajuda a contar a “história global da arte, a nível nacional e internacional”.
O museólogo recordou quando “o edifício sofria cheias recorrentemente” e sublinhou a importância da obra de requalificação liderada pela Câmara Municipal de Setúbal que “devolveu o Convento de Jesus completamente recuperado” e “aumentou exponencialmente o espaço disponível para apresentar a extensa coleção do museu”.



