Padre Casimiro Henriques homenageado

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O padre Casimiro Henriques, pároco de São Sebastião, foi homenageado num jantar, no dia 1, promovido pela Comissão de Festas de Nossa Senhora do Rosário de Troia, que reuniu cerca de 50 pessoas no Museu do Trabalho Michel Giacometti, em Setúbal.
Na homenagem estiveram o presidente da Câmara Municipal de Setúbal, André Martins, a vice-presidente Carla Guerreiro, os vereadores Rita Carvalho e Pedro Pina, os presidentes das juntas de freguesia de São Sebastião, Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra, Sado e União das Freguesias de Setúbal, Luís Matos, Luís Custódio, Marlene Caetano e Fátima Silveirinha, bem como o capitão do porto de Setúbal, Marco Serrano Augusto.
Ao fim de oito anos na Paróquia de São Sebastião, em Setúbal, o padre Casimiro Henriques transfere-se para a Paróquia da Costa da Caparica e da Trafaria, no concelho de Almada, e André Martins entregou-lhe, como recordação, uma serigrafia com uma imagem da doca das Fontainhas vista a partir do Rio Sado, com a igreja de São Sebastião em destaque.
“Obrigado à Comissão de Festas de Nossa Senhora do Rosário de Troia por esta iniciativa para fazermos um reconhecimento ao senhor padre Casimiro Henriques, por tudo aquilo que nos deixou nestes oito anos. Temo-nos habituado a vê-lo aqui, a estar entre nós, de uma forma muito humilde, sempre envolvido e dinamizando as pessoas em volta dos projetos que ele próprio tem em mãos e assume”, disse o presidente da Câmara.
O autarca considerou ser “sempre um momento delicado para todos” quando alguém como o sacerdote deixa de estar presente no dia a dia, agradeceu-lhe “muito por tudo o que tem feito” e desejou-lhe “sempre o melhor na nova missão” para a qual foi nomeado pela Diocese de Setúbal, afirmando acreditar que podia “falar em nome da população de Setúbal”, de quem o conhece e sabe da sua ligação à comunidade e suas tradições.
“Queria agradecer, em nome da comunidade setubalense, tudo aquilo que tem feito por esta comunidade e que nós esperamos que continue a fazer, mesmo afastado fisicamente. Esperamos que também continue a vir visitar-nos, a participar e a estar connosco. Certamente que os convites não vão faltar. Muito obrigado, padre Casimiro, muito obrigado”, concluiu.
Casimiro Henriques salientou que “a vida de um padre é tornar-se próximo” e que, se depois “faz muitas coisas ou não, vai depender da comunidade e das necessidades da comunidade”, dando “graças” por as tradicionais Festas de Nossa Senhora do Rosário de Troia, padroeira dos pescadores de Setúbal, que este ano decorreram entre 6 e 11 de agosto, também permitirem essa proximidade.
“Eu também sou mesmo assim, da proximidade”, disse, afirmando que quando chegou a Setúbal, vindo de Corroios, Seixal, começou por “sentir rejeição”, porque “os setubalenses ao primeiro sentimento são frios, duros”, mas “depois o gelo quebrou-se”.
O sacerdote agradeceu à Câmara Municipal e às juntas de freguesia por permitirem “que fosse possível fazer coisas”, sublinhando, no entanto, que “niguém faz nada sozinho” e que o padre é apenas “o rosto visível de uma comunidade imensa” que compõe a paróquia.
“A minha missão foi só facilitar o diálogo para que as coisas pudessem surgir. Sinto-me amado. Senti-me amado no Seixal, senti-me amado em Setúbal e agora em Almada, que vai ser o meu terceiro concelho”, referiu. “Foram oito anos de bênção e saio melhor, pelo menos com mais sabedoria e mais experiência. Obrigado pela vossa presença, pelo vosso trabalho, por aquilo que me deram, por aquilo que me ensinaram”.
O presidente da Comissão de Festas de Nossa Senhora do Rosário de Troia, Armando Oliveira, agradeceu ao padre Casimiro por acolher os seus membros “nas horas más e nas boas” e transmitir “a sua grande vontade” de que a festa continue por muitos anos. “Nós aqui hoje queremos dizer-lhe pessoalmente: obrigado por tudo o que fez por nós”.
Luís Matos, presidente da Junta de Freguesia de São Sebastião, considerou o padre Casimiro “uma figura carismática” na freguesia, “e não só na paróquia de São Sebastião”, tendo a sua passagem deixado uma “marca indelével” no território, pelo trabalho desenvolvido, entre outras áreas, em prol das crianças, dos jovens, dos mais necessitados e dos seniores no Centro Comunitário de São Sebastião.
“O que nós podemos deixar aqui é um grande abraço de solidariedade”, disse, afirmando que o homenageado era um homem “fantástico” cuja figura “aproxima todos aqueles que não são crentes”, mas que com ele “simpatizam” e nele “se reveem”.
A presidente da União das Freguesias de Setúbal, Fátima Silveirinha, sublinhou a “ótima relação” que a autarquia sempre teve com o padre Casimiro, apesar de não ser o pároco do seu território, e agradeceu “o trabalho que foi feito em prol do coletivo, em juntar as pessoas”, o que disse ser “fundamental” numa terra de tradições e de memórias.
A sua homóloga da Freguesia do Sado, Marlene Caetano, agradeceu “bastante aquilo que foi feito durante estes oito anos”, frisando a necessidade de se trabalhar para a comunidade e de “dar sentido às demandas” da população. “São as pessoas que fazem a diferença nos lugares em que estão. Quando passamos por um sítio e deixamos a nossa marca no coração dos outros, isso faz a diferença”.
O presidente da Junta de Freguesia de Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra, Luís Custódio, deixou ao padre Casimiro Henriques “uma palavra de apreço por todo o trabalho que é reconhecido”, afirmando que em conjugação de esforços é possível fazer “coisas muito bonitas” e ser mais fortes. “Parabéns pelo que fez aqui e desejo-lhe um futuro risonho, que será um futuro risonho para a comunidade, porque você trabalha para a comunidade”.
O capitão do porto de Setúbal, Marco Serrano Augusto, saudou “o extraordinário desempenho e o profissionalismo” do padre Casimiro e desejou-lhe “as maiores felicidades” pessoais e profissionais. “Sobre as gentes do mar, só nos resta dizer que o Norte estará sempre para si, quer aqui, quer em qualquer lado. O abraço fraterno que nós damos é sincero e para si mais sincero é pelo momento”, disse.
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