Natureza em contexto citadino em análise

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A importância que a Câmara Municipal de Setúbal dá à natureza em contexto citadino, com o uso de ferramentas, nomeadamente tecnológicas, para melhoria da eficiência dos espaços verdes, foi destacada, no dia 29 de setembro, numa conferência realizada no âmbito da Festa da Flor.

A importância que a Câmara Municipal de Setúbal dá à natureza em contexto citadino, com o uso de ferramentas, nomeadamente tecnológicas, para melhoria da eficiência dos espaços verdes, foi destacada, no dia 29 de setembro, numa conferência realizada no âmbito da Festa da Flor.

“Espaços Verdes – Natureza em espaço urbano” dá tema ao encontro, que, na sessão de abertura, contou com uma intervenção da vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Carla Guerreiro, a realçar aquilo que a autarquia faz para garantir a existência e o desenvolvimento de espaços verdes urbanos de qualidade.

“Num tempo em que temos de enfrentar intensa emergência climática, aumenta ainda mais a necessidade de haver mais e melhores espaços verdes, um imperativo que caminha a par da necessidade de satisfazer a exigência de espaços públicos de qualidade”, afirmou, ao apontar os benefícios da tecnologia aplicada a estes locais.

Poupança de água, diminuição da utilização de produtos fitofarmacêuticos e incremento da utilização de espécies verdes mais resilientes aos fenómenos climáticos extremos foram exemplos evidenciados por Carla Guerreiro sobre o potencial da tecnologia, o que se traduz numa série de benefícios para a qualidade de vida das populações.

“Temos hoje um conjunto de técnicas e tecnologias comprovadas e já utilizadas no nosso concelho. As tecnologias, ou melhor, as ferramentas de que hoje dispomos garantem-nos quer a proteção da saúde pública, quer o sequestro de carbono, com a utilização e conservação de espécies autóctones”, sublinhou.

A vice-presidente, que é, igualmente, vereadora do Ambiente, reiterou o compromisso da Câmara Municipal na criação e melhoria de espaços verdes, com a plantação de árvores e a adoção de medidas para reduzir a utilização de pesticidas.

“Começo por referir os mais cinco mil metros quadrados de novos espaços verdes residenciais e os mais de dez hectares de plantações e sementeiras previstos no novo Parque da Várzea nos próximos dois anos”, referiu a autarca, para adiantar que o município está a “plantar anualmente 1500 árvores”.

Carla Guerreiro deu também conta da “utilização de insetos auxiliares no controlo biológico de certas pragas das árvores e de mantas e inertes na cobertura dos canteiros para evitar a proliferação das infestantes”, além da “substituição de certos relvados por outras espécies herbáceas, ou até mesmo arbustivas e mais resilientes às pragas e às doenças”.

A obra do Parque Urbano da Várzea foi apontada pela vice-presidente da Câmara Municipal como “o melhor e mais recente exemplo do trabalho permanente desenvolvido pela autarquia”, num “território com a dupla função de espaço verde e de dispositivo de controlo das cheias na baixa da cidade”.

A conferência “Espaços Verdes – Natureza em espaço urbano”, com a presença de especialistas de várias áreas, quer em representação de empresas, quer da própria autarquia, integra a programação da Festa da Flor de 2023, a decorrer até dia 30.

O programa completo da Festa da Flor pode ser consultado aqui.

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