A sétima edição da MAPS – Mostra de Artes Performativas em Setúbal, a decorrer até dia 19, atraiu mais de meio milhar de espetadores aos eventos do primeiro fim de semana.
De exposições e performances a teatro e jogos artesanais e sustentáveis, o primeiro fim de semana do evento organizado pela Câmara Municipal distinguiu-se pela abrangência e diversidade, com cerca de uma dezena de atividades, que reuniram cerca de 550 pessoas.
Nos dias 11 e 13, a escultura-forno do argentino Gabriel Chaile em tributo a Alcindo Monteiro, o jovem de ascendência cabo-verdiana assassinado há trinta anos, num crime de ódio racial, apresentou-se na cerca pequena do Museu de Setúbal/Convento de Jesus.
A obra foi “ativada” com momentos de partilha e reflexão a envolver a comunidade, mas também comida, como empanadas e cachupa, música de Freireanas Guerreiras, e dança por jovens da Bela Vista, no âmbito do projeto Ficar no Papel, com direção artística de Inês Oliveira e Carlota Oliveira.
No dia 12, realizou-se “Trilhos de Memórias”, com uma exposição e um percurso performativo pelo Bairro do Troino para celebrar a história, a memória e a força coletiva de uma comunidade que sempre lutou por uma vida melhor.
Este evento faz parte do projeto PO.VOAR, dinamizado pela Câmara Municipal, com direção artística e investigação da associação Dar Cor à Vida e o apoio logístico da União das Freguesias de Setúbal, desenvolvido no âmbito do PRR, eixo Comunidades em Ação, através da candidatura OIL – Operação Integrada Local, Coesão Socio-Territorial Através das Margens.
Dia 12 terminou no Fórum Municipal Luísa Todi, com “Terminal (O Estado do Mundo)”, performance sobre as alterações climática pela companhia Formiga Atómica, com encenação de Miguel Fragata e música ao vivo de Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves.
No dia 13 à noite foi a vez de “Terra Cobre”, uma performance de percussão e dança, criada por João Filipe e Marco da Silva Ferreira inspirados na arte chocalheira tradicional.
O momento, realizado no espaço A Gráfica – Centro de Criação Artística, culminou com uma conversa moderada por Cláudia Galhós, permitindo aprofundar os gestos, os processos e os significados que sustentam a criação.
O fomento da participação e colaboração ativa do público com o artista e a obra foi outra das tónicas de um fim de semana que olhou também para os mais novos, com o Mini-MAPS, composto por peças de teatro e jogos e brincadeiras artesanais e sustentáveis no Jardim do Bonfim dia 13 à tarde.
A programação completa da MAPS, a decorrer em Setúbal até dia 19, pode ser consultada nesta ligação.





