O laço azul humano em homenagem às vítimas de maus-tratos integrou um programa de atividades, realizado na Praça de Bocage, numa organização da Divisão Policial de Setúbal da PSP em parceria com a Câmara Municipal e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Setúbal, para sensibilizar a comunidade para esta problemática.
Para a vice-presidente do município de Setúbal, Maria do Carmo Tiago, o evento, que contou com a participação de alunos de escolas de 1.º ciclo e de utentes da APPACDM de Setúbal, é exemplo do “sentido de responsabilidade coletiva” que se deve ter no âmbito da prevenção dos maus-tratos na infância e juventude.
“Defender os direitos humanos é garantir que cada pessoa encontra não só conhecimento, mas também respeito, acolhimento e a possibilidade de ser apenas quem é”, disse a autarca.
Também a presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Setúbal, Isabel Braz, enalteceu a iniciativa, que “celebra o amor, o respeito, a tolerância e o bem-estar de todos”, valores que “são o verdadeiro significado do mês de abril”.
Já o comandante da Divisão Policial de Setúbal da PSP, Miguel Valverde, assinalou a importância da parceria entre a PSP, a Câmara Municipal de Setúbal e a CPCJ para as crianças e jovens do concelho.
“Com esta parceria lançamos uma semente, que é a sensibilização das crianças para estarem atentas para esta problemática e serem o apoio de colegas que possam estar a ser vítimas de maus-tratos. Que este seja o primeiro de muitos eventos em prol das crianças que são o nosso futuro e que todos temos o dever de proteger.”
A formação do laço azul culminou uma manhã preenchida com música, o conto de uma história dinamizado pela CPCJ e uma demonstração do Grupo Operacional Cinotécnico da PSP.
O Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância e Juventude, que tem como símbolo o Laço Azul, assinala-se em abril para sensibilizar a comunidade para esta problemática.
A história do Laço Azul remonta a 1989 quando, nos Estados Unidos da América, surgiu um movimento criado por Bonnie W. Finney depois de constatar que os corpos dos seus netos estavam cobertos de nódoas negras.
Após a morte de um dos netos, vítima de maus-tratos pela mãe e pelo namorado, Bonnie percorreu o país com um laço azul atado à antena do carro como forma de chamar a atenção para este problema, o que originou a utilização do símbolo à escala mundial.



