José Pacheco partilha inovação educativa

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O professor e pedagogo José Pacheco, referência em inovação educativa, deu uma conferência na tarde de 12 maio em que partilhou conhecimento sobre evolução, desafios e estratégias para uma Educação mais democrática.

O professor e pedagogo José Pacheco, referência em inovação educativa, deu uma conferência na tarde de 12 maio em que partilhou conhecimento sobre evolução, desafios e estratégias para uma Educação mais democrática.

“É preciso conceber uma nova construção social da aprendizagem, para religar e não entrar em rutura”, afirmou, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, José Pacheco, fundador da Escola da Ponte, em São Tomé de Negrelos, na qual criou um modelo inovador educativo a nível internacional que veio desafiar o sistema tradicional de ensino.

Para isso, defende a dinamização de roteiros de estudo com um projeto de vida, uma aprendizagem e uma visão do mundo, que implementou através do Projeto Âncora, dinamizado em escolas do Brasil, e também em redes de ensino, sempre a comunicar. “Não havendo comunicação não se estabelece vínculo, não há aprendizagem.”

Na conferência, em que participou a vice-presidente da Câmara de Setúbal, Carla Guerreiro, uma iniciativa dinamizada no âmbito das celebrações do 25 de Abril, do projeto municipal Venham Mais Vinte e Cincos, o professor e pedagogo de 74 anos afirmou que a Educação não deve ter um objetivo predefinido.

“Não há centro na Educação. O foco não é o aluno, o professor ou a comunidade. É, antes, a relação humana”, afirmou José Pacheco, para depois apontar algumas das principais lacunas que encontra no atual sistema educativo. “É hierárquico, autoritário, intelectual e economicamente corrupto.”

No encontro realizado em Setúbal, o autor de mais de uma centena de livros no âmbito da esfera educativa, além da partilha de conhecimento e saberes, desvendou alguns episódios de vida pessoal, da tentativa de ser missionário à chegada ao ensino, da experiência militar aos desafios em implementar modelos educativos inovadores.

O 25 de Abril de 1974 trouxe mudanças a todos os níveis. Educação, incluída. “O povo não adormeceu fascista para acordar democrático no dia seguinte. Foi preciso educar.”

Apesar de difícil, não desistiu. Do tradicional fez inovação “A minha sala de aula era uma árvore de Natal de projetos. E, muitos, não aprendiam.”

Coordenou o projeto educativo na Escola Básica da Ponte a partir de 1976, “feito de sofrimento e de resiliência”, repleto de histórias, muitas caricatas, que tiveram como protagonistas inspetores e delegados escolares, em confronto com as ideias inovadoras que procurava implementar.

A vice-presidente do município, Carla Guerreiro, que tem o pelouro da Educação, enalteceu a presença de José Pacheco, “uma referência nacional e internacional em matéria educativa, dinamizador de projetos exaltam os valores e os ideais conquistados pela Liberdade de Abril”.

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