Subordinado ao tema “Escolas em Análise: Itinerários e Impactos da Avaliação Externa das Escolas”, o encontro decorreu no Anfiteatro da Escola Superior de Educação da Universidade Politécnica de Setúbal (ESE/UNIPS), sendo organizado em articulação com as universidades politécnicas de Setúbal e de Lisboa, com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal.
O encontro, que pretendeu ser um momento de reflexão sobre a evolução da avaliação externa das escolas, reunindo perspetivas académicas e experiências dos estabelecimentos de ensino, integrou duas mesas-redondas, subordinadas aos temas “Perspetivas e Estudos no âmbito da Avaliação Externa das Escolas” e “E agora, o que fazer a partir dos resultados da avaliação externa? A perspetiva das escolas”.
A primeira teve a participação de Susana Henriques, da Universidade Aberta, e de Marta Almeida, do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, e a moderação de Gabriel Cipriano, do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa.
Moderada por Carla Cibele Figueiredo, da ESE/UNIPS, a segunda mesa-redonda contou com representantes da Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi, de Setúbal, do Agrupamento de Escolas Boa Água, da Quinta do Conde, Sesimbra, e do Agrupamento de Escolas Cardoso Lopes, da Amadora.
Em representação da vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, o diretor do Departamento de Educação, Bibliotecas e Arquivo da autarquia, Carlos Cunha, sublinhou, na sessão de abertura, a importância da avaliação externa para a qualidade da educação e para a melhoria dos resultados das escolas do concelho.
“Mais do que um exercício de apreciação ou de classificação, importa encará-la como uma oportunidade para encarar pontos fortes ou compreender dificuldades e definir prioridades de intervenção, colocando no centro das aprendizagens a inclusão e o sucesso educativo de todos os alunos”, disse o dirigente municipal.
Carlos Cunha reafirmou “o empenho da Câmara Municipal de Setúbal na colaboração com a Universidade Politécnica de Setúbal” e destacou a relevância “da aproximação entre o ensino superior, as escolas e a comunidade”.
Madalena Morais, da direção do Fórum Português de Administração Educacional, afirmou que, apesar de ter “assumido diferentes configurações desde a década de 2000”, a avaliação externa das escolas tem mantido “um papel relevante na regulação do sistema educativo, na prestação de contas e na promoção da qualidade das escolas”.
Carlos Pires, representante da comissão organizadora do encontro, sublinhou que o tema “tem sido objeto de análise, debate e partilha em diversos fóruns ao longo de 2026”, mas disse acreditar que da discussão em Setúbal saíssem “muitas outras inquietações”.
O diretor da Escola Superior de Ciências Empresariais da Universidade Politécnica de Setúbal (ESCE/UNIPS), Pedro Pardal, considerou a avaliação “fundamental” para se “discutir, melhorar e contribuir para uma sociedade melhor”, com “pessoas cada vez melhores, mais capacitadas” e mais ligadas aos problemas sociais e à vida.
“Temos de ser críticos e perceber se a forma como se avaliam os critérios é adequada para o que o país e o desenvolvimento dos nossos estudantes precisam. Mas temos uma segunda parte, que é o facto de que tudo isto deve servir a gestão, para se tomar decisões. E temos depois uma parte que fala sobre a melhoria. Tudo são processos que encaramos positivamente, sempre numa ótica de oportunidades de melhoria e de inovação”, notou.