A operação, acompanhada pelo SMPC – Serviço Municipal de Proteção Civil de Setúbal, envolveu 583 estudantes, 46 professores e oito funcionários, que se dirigiram para o campo desportivo exterior da escola, definido como ponto de encontro.
O exercício, iniciado às 10h30, teve a duração de 18 minutos, desde a saída das salas de aula até à conclusão da operação, numa iniciativa que assinalou o Dia Internacional para a Redução do Risco de Catástrofes e permitiu aos estudantes aplicar os conhecimentos adquiridos durante a formação.
No balanço ao simulacro, o coordenador do SMPC, José Luís Bucho, elogiou o desempenho dos alunos e considerou que “o ciclo de emergência foi totalmente cumprido”, desde a prevenção e preparação até à resposta e recuperação ou reposição da normalidade.
A avaliação não deixou, contudo, de identificar procedimentos a corrigir. Entre as dificuldades assinaladas pelos próprios alunos estiveram a existência de portas trancadas e o incumprimento, por parte de alguns participantes, da orientação para permanecerem em fila indiana no ponto de encontro.
José Luís Bucho defendeu a necessidade de estudar percursos alternativos de evacuação, evitar obstáculos, como escadas, e encontrar uma localização mais adequada para concentrar a comunidade escolar, uma vez que o campo desportivo utilizado no simulacro não constitui uma solução viável numa situação real de emergência.
O coordenador da Proteção Civil esclareceu ainda que a condução de cada turma até ao ponto de encontro deve caber ao professor responsável pela aula, com o apoio do delegado de turma, de forma a assegurar uma evacuação organizada e facilitar a identificação dos participantes.
Entre os aspetos positivos, destacou a assistência prestada a uma aluna com mobilidade reduzida, exemplo da importância da entreajuda e da atenção às necessidades individuais durante uma emergência.
O responsável recordou também o caráter obrigatório destes exercícios e sublinhou que a preparação para situações de risco exige o contributo de toda a comunidade, desde os cidadãos e as famílias até às instituições e locais de trabalho.
José Luís Bucho relacionou a importância destas ações com o reconhecimento de Setúbal como cidade resiliente pelas Nações Unidas, ao abrigo da iniciativa internacional de redução do risco de catástrofes.
“É fácil obtê-lo, mas não é fácil mantê-lo”, afirmou, a propósito do estatuto, para salientar a necessidade de um trabalho contínuo de prevenção e preparação da população.
Setúbal recebeu, em 2017, o certificado de “Cidade Resiliente” das Nações Unidas, distinção que reconhece as boas práticas municipais de prevenção e proteção, bem como a existência de estratégias e recursos para responder a potenciais riscos de catástrofe.
O exercício da manhã de dia 13 realizou-se noutras escolas do concelho, como contributo para a preparação das comunidades educativas e para a manutenção do reconhecimento internacional de Setúbal.



