Fórum de Saúde representa o projeto colaborativo da Câmara

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O presidente da Câmara Municipal, André Martins, salientou que a organização do II Fórum de Saúde “Setúbal a Pensar em Si”, realizado em 17 de outubro no Cinema Charlot – Auditório Municipal, representa o projeto colaborativo, de parceria institucional e participação cidadã da autarquia.

O presidente da Câmara Municipal, André Martins, salientou que a organização do II Fórum de Saúde “Setúbal a Pensar em Si”, realizado em 17 de outubro no Cinema Charlot – Auditório Municipal, representa o projeto colaborativo, de parceria institucional e participação cidadã da autarquia.

“Somos portadores de um projeto colaborativo, de parceria institucional e participação cidadã. Onde todas as opiniões contam e onde todos, sem exceção, têm alguma coisa para dar e para fazer. Este Projeto tem sólidos pilares na parceria que sustenta este Fórum”, disse o presidente da Câmara na abertura do evento.

O autarca referia-se ao facto de o Fórum reunir o município, juntas de freguesia, Unidade Local de Saúde Arrábida (ULSA), Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, Serviço Municipal de Proteção Civil, Associação Nacional de Farmácias e representantes da comunidade educativa, coletividades, instituições particulares de solidariedade social e associações empresariais.

“O desafio que nos está colocado é o do aprofundamento da reflexão conjunta sobre os caminhos percorridos e a percorrer para tornar o nosso município mais saudável e mais saudáveis e felizes os nossos concidadãos”, afirmou.

Sublinhou que Fórum iria abordar as “questões do acesso à saúde e da literacia em saúde”, os “problemas particulares dos grupos vulneráveis e da saúde do idoso”, as “temáticas da saúde mental e do ambiente” e o “papel dos profissionais de saúde junto das comunidades”, sendo ainda feito “um ponto de situação sobre o processo de elaboração do Perfil de Saúde e o Plano Municipal da Saúde”.

Após recordar que a Câmara Municipal integra o movimento de Cidades Saudáveis da Organização Mundial de Saúde e é vice-presidente da Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis, lembrou que Setúbal vive hoje uma etapa “sem paralelo em matéria de desenvolvimento e investimento”, tanto público como privado, na cidade e no concelho.

André Martins notou que o investimento público “de valor assinalável” – e em níveis “sem precedentes” no mandato de 2021/2025 – que tem sido realizado pela Câmara Municipal na qualificação do território, em áreas como a saúde, a habitação, o desporto e a educação, “garantiu atratividade nas opções que os investidores privados têm feito”, que geram “mais emprego e riqueza”, como referiu.

“Todo o investimento público em curso, num valor próximo de 30 milhões de euros, qualifica o território, torna-o ainda mais atrativo para o investimento privado e garante mais qualidade de vida e bem-estar às nossas populações em todo o concelho”, frisou.

Quanto aos investimentos na área da saúde, o presidente da Câmara salientou os centros de saúde de Azeitão e da Bela Vista, o primeiro concluído e o segundo já em construção.

O autarca afirmou que os responsáveis da Câmara Municipal são “defensores do direito à saúde, do acesso garantido e eficaz aos serviços de saúde e defensores acérrimos do Serviço Nacional de Saúde”, pelo que estão “muito” preocupados com “a falta de médicos, de enfermeiros e de outros profissionais” no SNS.

“Por essa razão fizemos no dia 4 deste mês um Fórum onde, em conjunto com os municípios de Palmela e Sesimbra, tomámos a decisão de solicitar uma reunião à senhora Ministra da Saúde com caráter de urgência. Temos a convicção de que precisamos de vencer a batalha que atualmente se trava para reforçar o Serviço Nacional de Saúde”, disse.

O presidente do conselho de administração da ULSA, Luís Pombo, considerou que o Fórum era “uma oportunidade ímpar” para trocar experiências e debater soluções, de modo a proporcionar os melhores cuidados de saúde à população.

“É nosso dever, enquanto profissionais e cidadãos, trabalhar para garantir que todos tenham direito à saúde”, disse, destacando o papel “fundamental” da Câmara Municipal nesta área, através da promoção de programas sociais, da educação e de políticas públicas, entre outros aspetos, considerando “essencial” a integração entre os setores social e da saúde para “colocar o doente no centro do sistema”.

A presidente do IPS, Ângela Lemos, começou por dar os parabéns ao presidente da Câmara pela organização do Fórum, “sobretudo por ser uma organização em parceria”, salientando que no evento iam ser abordados temas diversos, permitindo fazer a “ligação entre as diferentes áreas” de modo a ser possível dar respostas.

Ângela Lemos notou que a Escola Superior de Saúde do IPS disponibiliza as licenciaturas em Enfermagem, Fisioterapia e Terapia da Fala, sublinhando que “a ética e responsabilidade dos profissionais de saúde é uma área que é cada vez mais trabalhada” na instituição.

A abertura do II Fórum de Saúde “Setúbal a Pensar em Si”, iniciativa da Câmara Municipal que se constitui como um espaço de reflexão e de partilha de conhecimento, contou ainda com a presença do vereador da Saúde na Câmara Municipal, Pedro Pina, e com os presidentes das juntas de freguesia do Sado e de São Sebastião, Luís Matos e Marlene Caetano.

A sessão da manhã prosseguiu com um painel dedicado tema “Acesso a Cuidados de Saúde”, com quatro apresentações, enquanto o painel da tarde era subordinado ao tema “Problemas de Sustentabilidade Social e Ambiental da Saúde” e tinha outros quatro palestrantes.

A sessão de encerramento do encontro, às 16h00, contempla a apresentação das Linhas de Força para Um Plano de Desenvolvimento da Saúde de Setúbal, pelo médico Joaquim Judas, assessor da Câmara Municipal de Setúbal para Promoção da Saúde, e uma intervenção do vereador da Saúde, Pedro Pina.

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