Festival desafia para a poesia

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A abertura de uma feira do livro, patente na Casa da Cultura, deu início no dia 14 ao ano zero de O Som da Tinta – Festival de Poesia Contemporânea de Setúbal.

A abertura de uma feira do livro, patente na Casa da Cultura, deu início no dia 14 ao ano zero de O Som da Tinta – Festival de Poesia Contemporânea de Setúbal.

Concertos, conferências e leitura de poemas marcam a programação de quatro dias do evento inédito que a Câmara Municipal de Setúbal deseja ver crescer e afirmar-se enquanto referência no universo literário nacional, com o objetivo de promover a poesia.

“Este festival é uma inquietação, é um desafio às pessoas para lerem poesia. A poesia não é uma linguagem do passado, é uma linguagem do presente e faz todo o sentido lançar esta ideia através deste projeto”, sublinhou o vereador da Cultura, Pedro Pina, na abertura da feira do livro que assinalou o início do certame.

A edição ano zero, que “marca o princípio de um projeto que tem tudo para resultar”, homenageia, com várias iniciativas, os poetas portugueses Sophia de Mello Breyner Andresen, no ano do centenário do nascimento, e Manuel Gusmão.

“É um programa absolutamente extraordinário para convocar os setubalenses e todos aqueles que nos queiram visitar.”

Na Feira do Livro, patente até dia 17 na Casa da Cultura, a compra de uma obra literária contempla a oferta de um bilhete para um dos dois espetáculos poético-musicais de O Som da Tinta no Fórum Municipal Luísa Todi. A feira abre às 10h00 e funciona no domingo até às 22h00, encerrando à 01h00 na quinta, sexta e sábado.

O programa no primeiro dia do festival incluiu, ainda, um concerto com os Dead Vortex, na Sala José Afonso da Casa da Cultura.

Dia 15, a programação contempla, às 18h30, na Sala José Afonso, a conferência “Sophia: A Luz Aeterna da Poesia”, por António Carlos Cortez, poeta, ensaísta, crítico literário e professor de Literatura Portuguesa na Universidade Nova de Lisboa. A entrada é gratuita.

Mais tarde, às 22h00, o Fórum Municipal Luísa Todi recebe um espetáculo pela Lisbon Poetry Orchestra, coletivo de quatro músicos e quatro atores que, nesta atuação, celebra a poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen. Os bilhetes custam nove euros para a plateia e sete para o balcão.

A encerrar o programa de 15 de novembro, às 23h30, o Pátio do Dimas, na Casa da Cultura, recebe a sessão livre de leitura de poemas “Viajar pela Palavra Poética”, iniciativa de participação gratuita.

Dia 16, às 18h30, na Sala José Afonso, realiza-se a conferência “Manuel Gusmão: A Palavra sobre o Mundo”, com entrada livre e conduzida pelo professor catedrático jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa Fernando Martinho.

À noite, às 21h30, o Fórum Municipal Luísa Todi recebe o espetáculo “Contra todas as Evidências, a Alegria”, de homenagem a Manuel Gusmão, com leitura de poemas pelo Grupo de Teatro do Politécnico de Setúbal, a que se segue, às 22h00, um concerto por Lula Pena. Os bilhetes custam nove euros para a plateia e sete para o balcão.

O último dia de O Som da Tinta, 17, reserva, às 18h00, na Sala José Afonso da Casa da Cultura, o espetáculo “Pouso da Poesia – Uma Viagem pela Poesia Portuguesa pelo Teatro da Rainha”, com Cantigas de Amigo, Escárnio e Mal-Dizer, passando pelos poetas do Cancioneiro Geral e por temas de Zeca Afonso. A entrada é livre.

O Som da Tinta – Festival de Poesia Contemporânea de Setúbal tem ainda a decorrer, durante o dia 15, a iniciativa “Sophia nas Escolas”, com a leitura de poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen nas escolas do primeiro ciclo do Ensino Básico pelo Grupo de Teatro do Politécnico de Setúbal.

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