Estratégia valoriza mercados locais

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A importância dos mercados locais para o futuro das cidades foi enaltecida pelo vereador Pedro Pina, da Câmara Municipal de Setúbal, na apresentação de uma estratégia metropolitana de valorização dos espaços comerciais.

A importância dos mercados locais para o futuro das cidades foi enaltecida pelo vereador Pedro Pina, da Câmara Municipal de Setúbal, na apresentação de uma estratégia metropolitana de valorização dos espaços comerciais.

“Quem tem de tomar decisões políticas tem também vontade, empenho e desígnio para que os mercados locais sejam peças-chave de desenvolvimento dos territórios”, acentuou o vereador Pedro Pina, no fórum “Estratégia de Valorização dos Mercados da AML – Área Metropolitana de Lisboa”, realizado esta manhã, no auditório do Ninho de Novas Iniciativas Empresariais, localizado no Mercado do Livramento.

Neste sentido, a AML e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) estão a desenvolver, em parceria com diversas entidades, incluindo a Câmara Municipal de Setúbal, a Estratégia de Valorização dos Mercados da AML, destinada a definir, a nível regional, uma política alimentar capaz de integrar áreas diferenciadas, como ordenamento do território, agricultura, ambiente e ação climática.

Desenvolvida também em parceria com duas instituições de ação local, a ADREPES – Associação de Desenvolvimento Regional da Península de Setúbal e a A2S – Associação para o Desenvolvimento Sustentável da Região Saloia, a estratégia faz parte do projeto AML Alimenta, que tem como objetivos sensibilizar produtores e consumidores para uma alimentação sustentável e de proximidade, promover as dietas mediterrânica e atlântica e diminuir o desperdício alimentar.

“A Câmara Municipal de Setúbal está disponível para a afirmação e consolidação dos mercados locais como espaços e equipamentos fundamentais, não só naquilo que se traduz pelas boas práticas, mas também pelo elemento identitário dos territórios”, referiu o vereador Pedro Pina.

Esta estratégia para a valorização dos mercados locais “ganha maior sentido porque é feita no quadro da AML”, afirmou o autarca na abertura do fórum, que, de tarde, contou com um debate sobre as principais problemáticas que afetam os espaços comerciais, com especialistas e técnicos do setor de várias regiões do país.

Pedro Pina recordou que “num tempo complexo como o que se vive, onde as matérias da sustentabilidade e da qualidade de vida das pessoas se impõem como fundamentais para uma vida melhor”, a construção de um caminho de consolidação para os mercados locais, apesar de “difícil”, é “inevitável”.

O vereador acrescentou ainda que “a Câmara Municipal de Setúbal vive sempre na pressão permanente de dar um sentido estratégico e prático, onde todos os elementos confluam para a valorização dos mercados locais”.

O fórum “Estratégia de Valorização dos Mercados da AML – Área Metropolitana de Lisboa”, em que estiveram presentes diversos elementos de autarquias, produtores e empresários, contou, também na sessão de abertura, com a intervenção do presidente da ADREPES, Joaquim Carapeto, que abordou as duas áreas da atuação do projeto, desde logo a produção local e os mercados locais, e as cantinas escolares.

“A estratégia de valorização dos mercados locais assenta, sobretudo, nas questões da alimentação saudável. Vivemos num mundo um bocadinho esquizofrénico. Se por um lado temos jejuns intermitentes, por outro lado temos fast food. Estas preocupações estão em cima da mesa, principalmente no que diz respeito aos jovens”, sublinhou.

A sessão de abertura recebeu ainda o contributo da vice-presidente da CCDR-LVT, Rita Barradas, para quem é “fundamental promover as características únicas das regiões, privilegiando os mercados locais, com medidas que aproximem produtores e consumidores, por via de estratégias de identificação e rastreabilidade quanto à origem dos produtos e de confiança na qualidade da segurança alimentar”.

A dirigente concluiu que “a aposta passará por estabelecer ligações diretas entre os produtores e os consumidores, os chamados circuitos curtos, revitalizar as estruturas de produção, transformação e distribuição, construir redes de relações entre produtores, governos locais, empresários e outros líderes, promover a economia local e o desenvolvimento rural”.

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