O ordenamento do território foi um dos principais temas abordados no encontro “Transição Energética, Separar a Realidade da Ilusão”, que reuniu no dia 16, em Setúbal, especialistas em desenvolvimento sustentável.
A iniciativa focou-se na proteção dos solos, nomeadamente os agrícolas, em detrimento da instalação de grandes extensões de painéis fotovoltaicos, mas também na importância dos planos diretores municipais na salvaguarda dos territórios.
Um dos destaques do evento foi a participação do filósofo e professor universitário Viriato Soromenho-Marques, que, ao lado da vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Carla Guerreiro, falou sobre o caminho rumo a uma transição energética, separando a realidade da ilusão.
Organizado pelo Núcleo de Lisboa da Rede para o Decrescimento, em parceria com a Câmara Municipal de Setúbal, “Transição Energética, Separar a Realidade da Ilusão” reuniu, na Casa da Baía, especialistas de todo o país em desenvolvimento sustentável, incluindo associações ambientalistas locais.
Além da proteção dos solos e da importância de um PDM, durante a iniciativa foi discutida a necessidade de salvaguardar o percurso natural dos rios e das linhas de água, assim como o condicionamento ao uso do solo em zonas inundáveis para construção.
O Parque Urbano da Várzea como uma medida importante na minimização do efeito das cheias, adaptando a cidade ao desafio das alterações climáticas, foi outros dos aspetos abordados durante o encontro.
De tarde, houve uma conversa aberta, durante a qual os participantes puderam partilhar diversas perspetivas sobre decrescimento, além de uma reunião interna dos membros da Rede para o Decrescimento.
De acordo com a rede, esta visão “implica uma panóplia de considerações que se estendem desde as realidades das fontes e gastos, dos transportes, do que são as energias renováveis, das transições e descontinuidades, até aos valores humanos e estilos de vida pessoal e coletiva”.