Embaixador da Palestina recebido em Setúbal

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O presidente da Câmara Municipal, André Martins, recebeu em 4 de julho o embaixador da Palestina em Lisboa, Nabil Abuznaid, num encontro no qual foi abordado o reconhecimento do Estado palestiniano e a situação de guerra no seu território.

O presidente da Câmara Municipal, André Martins, recebeu em 4 de julho o embaixador da Palestina em Lisboa, Nabil Abuznaid, num encontro no qual foi abordado o reconhecimento do Estado palestiniano e a situação de guerra no seu território.

“Recebemos hoje o senhor embaixador da Palestina, que nos veio colocar questões sobre a situação de guerra no território da Palestina, sobre a importância de haver o reconhecimento do Estado da Palestina e, naturalmente, sobre a necessidade de terminar esta guerra”, disse o autarca no final do encontro, que decorreu nos Paços do Concelho.

André Martins sublinhou que na Câmara Municipal a “sensibilidade para estas questões existe” e a autarquia vai “tomar publicamente algumas iniciativas que chamem a atenção para o fim urgente da guerra e para o reconhecimento do Estado da Palestina, tal como já foi declarado pelas Nações Unidas”.

De acordo com o site da organização internacional, em 29 de novembro de 2012, a Assembleia Geral da ONU adotou uma resolução que concede à Palestina “o estatuto de Estado observador não membro das Nações Unidas, com 138 votos a favor, nove contra (Canadá, República Checa, Estados Federados da Micronésia, Israel, Ilhas Marshall, Nauru, Panamá, Palau, Estados Unidos) e 41 abstenções”.

Num artigo online, a organização recorda que até 2012 “a Palestina tinha estatuto de observador na Assembleia Geral da ONU, mas não como um Estado”, e que com o estatuto de Estado Observador Permanente nas Nações Unidas pode “participar de todos os procedimentos da organização, exceto a votação de resoluções e decisões em seus principais órgãos e instâncias, desde o Conselho de Segurança até a Assembleia Geral e seus seis principais comitês”.

O estatuto de Estado é atualmente reconhecido à Palestina por 146 dos 193 Estados membros das Nações Unidas, mas não por Portugal.

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