Uma delegação da Diocese do Porto, composta por 27 pessoas e liderada pelo bispo D. Manuel Linda, terminou em 9 de julho uma visita de dois dias a Setúbal, concluída com um passeio até ao Outão a bordo do “Maravilha do Sado”.
Além do bispo do Porto, estiveram em Setúbal os bispos auxiliares D. Vitorino Soares, D. Joaquim Dionísio e D. Roberto Mariz, o vigário-geral, António Coelho, e 22 vigários de uma dezena e meia de concelhos, tendo a delegação portuense sido permanentemente acompanhada pelo bispo de Setúbal, cardeal D. Américo Aguiar, que foi pároco naquele território.
A comitiva foi recebida na tarde de 8 de julho pelo presidente da Câmara Municipal, André Martins, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, onde, depois de ter sido exibido um vídeo sobre o município, o autarca desejou aos visitantes uma estada agradável e sublinhou que os setubalenses gostam de receber, “ou não fosse Setúbal uma terra de turismo”.
No final do passeio no Sado, D. Américo Aguiar disse que era uma tradição o bispo do Porto convidar os seus vigários para um encontro “de reflexão e de convívio” e desta vez coube a Setúbal ter “a sorte” de ser o destino escolhido, tendo sido visitados “muitos dos símbolos” da cidade e da Diocese sadinas.
“Foi com muita fraternidade que acolhemos estes irmãos da igreja do Porto. A relação da igreja do Porto com Setúbal é desde a sua criação. O primeiro bispo veio do Porto, o segundo era bispo auxiliar do Porto, o senhor D. Gilberto, depois o terceiro não tinha ligação, mas agora o quarto volta a ter essa ligação”, sublinhou.
O bispo de Setúbal, que agradeceu o apoio à Câmara Municipal e à Casa Ermelinda Freitas, admitiu que “o São Pedro não ajudou, quer na ida ao Convento da Arrábida, quer na generosa visita ao estuário do Sado, ou seja, obrigou a que se repita no futuro” para completar a visita.
Depois de ter visitado o Convento da Arrábida, numa manhã em que as vistas foram prejudicadas pelo nevoeiro, a delegação embarcou no “Maravilha do Sado”, embarcação típica dos anos de 1950 que é propriedade do município de Setúbal, com o objetivo de navegar até à Pedra da Anicha, mas acabou por dar meia-volta ao largo do Outão, porque as condições meteorológicas não aconselhavam a avançar.
Apesar do céu cinzento, os religiosos aproveitaram para tirar algumas fotos da zona ribeirinha, com destaque para a praia de Albarquel, a Comenda e o Outão, e cantaram várias melodias em coro no regresso.
No regresso ao cais, D. Manuel Linda propôs a geminação entre Setúbal e o Porto, duas cidades “que têm dois belíssimos estuários”, porque “não só são cidades marítimas, mas também são cidades geminadas de alguma maneira a nível espiritual”, tendo em conta a proveniência de três dos quatro bispos de Setúbal.
“Há muita relação, de facto, a nível da igreja com esta Diocese de Setúbal e se Setúbal já merecia uma visita só por si, enquanto cidade, enquanto Península de Setúbal, agora, com a presença de D. Américo, sempre com as suas raízes sempre muito presentes no Porto, evidentemente é mais um motivo acrescido para estarmos aqui”, afirmou.
O prelado portuense adiantou que os elementos da delegação levam “a alma muito cheia, muito rica mesmo”, porque encontraram “extraordinária simpatia” em Setúbal, “desde as instituições civis, a começar por sua excelência o senhor presidente da Câmara Municipal, até às instituições de outro género”, pelo que colocou a hipótese de repetir a visita.







