“Um Bairro Não Cabe Numa Exposição”, de Emanuel Amorim, “U-Nick™ ART ATTACK”, de Gil Carvalho, “O Património do Sensível – Um Roteiro Poético do Cuidar”, de Paula Moita, “Atlas Familiar de Setúbal – Memórias Partilhadas”, de Rui Luís, e “AOROS”, de Humberto Carvalho, são os projetos selecionados.
A edição deste ano do programa municipal recebeu cerca de quatro dezenas de candidaturas, provenientes de artistas e coletivos de diferentes pontos do país e de múltiplas áreas artísticas, refletindo o crescente interesse pelo programa e a diversidade da criação contemporânea.
As propostas selecionadas, as quais evidenciam a diversidade de linguagens artísticas e, também, uma forte ligação ao território envolvente, à memória e à participação das comunidades da envolvente deste equipamento, incluem dois projetos de artistas residentes no concelho de Setúbal.
Embora as normas de participação reservem uma das bolsas a artistas residentes no concelho, salienta-se o facto de ambas as propostas setubalenses terem sido selecionadas por mérito próprio, integrando desde logo o conjunto dos cinco projetos mais bem classificados, sem recurso a essa reserva.
“Um Bairro Não Cabe Numa Exposição”, de Emanuel Amorim, parte de um regresso ao Bairro de São Domingos para desenvolver um processo de criação fotográfica em estreita relação com os seus habitantes, refletindo sobre identidade, memória e pertença.
Também “O Património do Sensível – Um Roteiro Poético do Cuidar”, de Paula Moita, centra a investigação artística nas relações de proximidade, nos gestos de cuidado e nas redes de entreajuda que fazem parte da vida quotidiana daquele bairro, cruzando as artes plásticas e a poesia.
Além destes, foram selecionados “Atlas Familiar de Setúbal – Memórias Partilhadas”, em que Rui Luís propõe a criação de um arquivo comunitário construído a partir da imagem, objetos e histórias familiares, dando origem a uma cartografia afetiva da cidade.
Já “U-Nick™ ART ATTACK”, de Gil Carvalho, aposta num processo de criação colaborativa que reúne artes gráficas, serigrafia, música, performance e design, envolvendo participantes de diferentes gerações numa experiência de experimentação e criação coletiva.
Por sua vez, “AOROS”, de Humberto Carvalho, cruza cinema, performance e instalação para estabelecer um diálogo entre o estuário do Sado, a herança mediterrânica e a memória marítima de Setúbal, propondo uma reflexão poética sobre o tempo, a perda e a persistência.
Além do apoio financeiro, cada uma das bolsas proporciona acompanhamento técnico, apoio à comunicação e acesso a espaço de trabalho em A Gráfica – Centro de Criação Artística.
Os projetos são desenvolvidos ao longo dos próximos meses e apresentados publicamente na Mostra de Artes Performativas de Setúbal 2027, afirmando o espaço A Gráfica enquanto espaço de criação, experimentação artística e aproximação entre artistas, território e comunidade.