Carlos Curto estreia “Subterrâneo”

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Um monólogo inspirado naquela que é considerada a obra mais perturbadora do universo do escritor Fiódor Dostoiévski, “Cadernos do Subterrâneo”, foi estreado por Carlos Curto, no dia 28, voltando à cena nos dias 29 e 30.

Um monólogo inspirado naquela que é considerada a obra mais perturbadora do universo do escritor Fiódor Dostoiévski, “Cadernos do Subterrâneo”, foi estreado por Carlos Curto, no dia 28, voltando à cena nos dias 29 e 30.

“Subterrâneo” é um texto teatral do autor russo Fiódor Dostoiévski, criado em torno da complexidade da condição humana.

A peça, a nova produção que Carlos Curto estreou em Setúbal num Teatro de Bolso completamente lotado, com a presença do vereador da Cultura, Pedro Pina, revela-se assim num monólogo de uma hora, direto, violento e sem cortesias que devolve ao espetador a voz da consciência moderna.

Produzido pela Experimentáculo Associação Cultural, com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal, o espetáculo foi desenvolvido ao longo de uma residência artística realizada no espaço A Gráfica – Centro de Criação Artística, com a participação do conhecido ator português João Brás, que o interpreta.

Dostoiévski é autor de algumas das mais conhecidas obras da literatura mundial e os seus “Cadernos do Subterrâneo”, escritos imediatamente antes de “Crime e Castigo”, são vistos como um dos textos mais perturbadores de sempre, com o objetivo de deixar marcas e a semear ecos no tempo.

O encenador Carlos Curto parte deste texto para apresentar num cenário apenas composto por muitas caixas de cartão um homem doente, mau e repulsivo, sendo ao mesmo tempo censor e vítima, humilhado e ofendido, humilhando-se cada vez mais, até à degradação.

As próximas sessões de “Subterrâneo” realizam-se nos dias 29 e 30, às 21h30, no Teatro de Bolso.

Os bilhetes custam 10 euros e podem ser reservados pelo endereço de correio eletrónico experimentaculo@gmail.com.

O espetáculo tem cenografia e figurinos de Lucília Telmo, música original de Gabriel Curto, fotografia de João Bordeira, montagem de Rui Curto e operação técnica de José Santos.

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