O presidente da Câmara Municipal, André Martins, exortou em 16 de abril o Governo a continuar a investir nos meios, nas infraestruturas e nos efetivos das forças de segurança, após serem entregues 19 novas viaturas ao Comando Distrital da PSP, das quais duas se destinam ao concelho de Setúbal, que recebe ainda 14 bicicletas elétricas.
“Isto fica muito aquém daquilo que são as necessidades, neste caso em particular da PSP”, disse o presidente da Câmara, em frente às instalações do Comando Distrital da PSP de Setúbal, depois de afirmar que “tudo aquilo que vier vem por bem, tendo em conta a falta de equipamentos, e em particular de viaturas, que existe aqui no concelho de Setúbal“.
Por essa razão, o autarca deixou ao Governo a “mensagem” para que “se continue a investir na qualidade dos meios, das viaturas, das infraestruturas e sobretudo, também, nos efetivos” das forças policiais.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, esteve em Setúbal, acompanhado pela ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, e pelo secretário de Estado da Proteção Civil, Paulo Ribeiro, para entregar 19 novas viaturas policiais de diferentes tipologias e outro equipamento, como bicicletas para policiamento de proximidade e balanças, que representam um investimento de cerca de dois milhões e 850 mil euros.
À margem da cerimónia, André Martins recordou que “um grave problema que existe em todas as forças de segurança, mas em particular na PSP, é a falta de pessoal” para que “o policiamento de proximidade seja efetivamente garantido”, considerando que “essa é uma das questões centrais para que, de facto, haja a garantia de uma segurança efetiva”.
Além disso, sublinhou que, em Setúbal, “todas as instalações precisam de ser requalificadas”, notando que, na sua intervenção, o primeiro-ministro afirmara que se tratava de “um investimento necessário para garantir maior dignidade aos profissionais” das forças de segurança.
Luís Montenegro tinha dito que, além das questões remuneratórias, o investimento em “equipamentos e instalações condignas” era essencial para atrair e reter efetivos nas forças de segurança, mantendo “as pessoas motivadas”, bem como para “salvaguardar o exercício desta função de soberania”.
Considerou ainda que a entrega dos veículos representava um “reforço dos meios à disposição da PSP para o cumprimento da sua missão” e sublinhou a importância da “parceria” com os municípios tendo em vista “proximidade” com as populações.




