Câmara empenhada no combate às Alterações Climáticas

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O trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal de Setúbal no combate às alterações climáticas foi apresentado no dia 29 de maio, num encontro realizado no Cinema Charlot – Auditório Municipal, integrado nas Jornadas de Ambiente de Setúbal.

O trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal de Setúbal no combate às alterações climáticas foi apresentado no dia 29 de maio, num encontro realizado no Cinema Charlot – Auditório Municipal, integrado nas Jornadas de Ambiente de Setúbal. 

Num painel temático dedicado aos planos locais de adaptação às alterações climáticas do 1.º Encontro Saúde, Arrábida e Alterações Climáticas organizado pela ULSA – Unidade Local de Saúde da Arrábida, a chefe do Gabinete de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável e Emergência Ambiental, Cristina Coelho, destacou o Parque Urbano da Várzea como um dos mais importantes projetos implementados pela autarquia nesta matéria.

“Setúbal tem um conjunto de riscos identificados, mas nós definimos como prioridade as inundações e as cheias rápidas. Daí o investimento no Parque Urbano da Várzea, onde foram construídas bacias de retenção de águas que em períodos de chuva forte evitam inundações na Baixa da cidade.”

Cristina Coelho sublinha que além das bacias de retenção, as soluções de base natural implementadas no âmbito do projeto de arquitetura paisagística possibilitaram o “aumento do efeito de esponja do solo” que potencia o combate às cheias rápidas.

Para uma segunda fase do projeto, que aguarda a possibilidade de financiamentos comunitários, a autarquia delineou soluções para “aumentar ainda mais este efeito de esponja”, bem como para “melhorar a qualidade do ar e, com a densificação da vegetação, ter uma zona de combate ao efeito de ilha de calor urbano”.

O trabalho de mitigação às alterações climáticas desenvolvido pela Câmara Municipal de Setúbal “começou em 2014, com a adesão do município ao Pacto de Autarcas”, e com uma “forte aposta” nas componentes da eficiência energética e da mobilidade sustentável.

“Fizemos um grande investimento na substituição das lâmpadas convencionais por lâmpadas LED no parque escolar do município, bem como na iluminação pública e na substituição de semáforos. Desenvolvemos e implementámos um plano de mobilidade sustentável.”

A ação a nível da Área Metropolitana de Lisboa, com a criação da TML, da Carris Metropolitana e do passe Navegante, que “incrementou a utilização do transporte público”, e o desenvolvimento do Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas foram também enaltecidos por Cristina Coelho.

“Foi com base neste plano que os municípios de Setúbal, Palmela e Sesimbra apresentaram uma candidatura para elaborar o PLAAC – Arrábida, o qual identificou os principais riscos climáticos do território da Arrábida e de cada um dos territórios dos três municípios, permitindo a construção dos Planos de Adaptação Climática para cada município.”

Cristina Coelho destaca ainda o facto de o município de Setúbal ter sido convidado para integrar o projeto CLIMAAX como território piloto – um dos cinco da Europa – para testar modelos de adaptação climática.

Setúbal aproveitou a informação recolhida pelo Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, no âmbito da elaboração do PLAAC – Arrábida, relativamente às cheias rápidas e está a trabalhar na aplicação dos modelos de modelação climática que estão a ser desenvolvidos pelo CLIMAAX.

Cristina Coelho destaca que os mapas já produzidos no âmbito deste projeto “mostram a vulnerabilidade do território de Setúbal relativamente às cheias rápidas”.

A autarquia está agora a testar o mesmo modelo para a componente de calor urbano e de seguida será trabalho o risco dos incêndios florestais.

Tendo em conta as informações recolhidas no âmbito do PLAAC – Arrábida e do Plano Metropolitano, a autarquia avançou para a elaboração do Plano Municipal de Ação Climática que será apresentado no dia 6 de junho, numa conferência sobre alterações climáticas a decorrer na Casa da Baía.

O 1.º Encontro Saúde, Arrábida e Alterações Climáticas, realizado no dia 29, contemplou, no período da manhã, uma sessão de abertura com a intervenção do vereador da Câmara Municipal de Setúbal Pedro Pina e um conjunto de três conferências que começou com “A urgência da mudança – do clima à promoção de uma economia do bem-estar”, proferida pelo presidente da Associação ZERO, Francisco Ferreira.

“Caracterização e cenarização, avaliação do impacte e vulnerabilidades climáticas no território Arrábida”, com alocuções de Cristina Daniel, da Agência de Energia da Arrábida, e José Luís Zêzere, do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa, e “REVIVE. Alterações Climáticas e não só. Quais os Cenários?”, por Maria João Alves, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge completaram o programa das três conferências.

À tarde, o encontro reservou duas mesas temáticas, em que se inclui o tema “O papel da Saúde e da Educação nas Alterações Climáticas”, com alocuções dePaula Vasconcelos, da Direção-Geral da Saúde, Gleber Oliveira, da Administração Central do Sistema de Saúde, e Margarida Gomes, do Projeto Eco-Escolas.

Seguiram-se “Os Planos Locais de Adaptação às Alterações Climáticas”, com intervenções de Cristina Coelho, da Câmara Municipal de Setúbal, de Teresa Santos, do município de Palmela, e de Marta Franco, da Câmara de Sesimbra.

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