No encontro, a presidente Maria das Dores Meira, acompanhada do vereador das Obras Municipais, Bruno Russo, e de técnicos de serviços camarários, vincou a importância de se avançar “o mais rápido possível” com o projeto qualificador “que traz maior e melhor mobilidade” àquela zona da cidade.
“Esta é uma obra que já estava programada, que está atrasada, e que podemos correr o risco de termos de pagar o excedente do prazo, uma vez que tem financiamento comunitário”, clarificou a autarca no encontro promovido para esclarecer dúvidas sobre o projeto, designadamente sobre a criação de uma nova rotunda.
A execução de uma rotunda na ligação entre as avenidas de Moçambique e Dr. António Rodrigues Manieto, para eliminar o entroncamento atual semaforizado e otimizar a fluidez de tráfego naquela zona da cidade, é uma das ações deste projeto.
A presidente Maria das Dores Meira reforçou que a nova rotunda se enquadra numa ótica de incremento da mobilidade num eixo estruturante, que ganhará mais preponderância com a aposta no reforço dos transportes públicos, sobretudo a partir do Terminal da Várzea, e com a entrada em funcionamento do Centro Escolar Barbosa du Bocage.
A criação deste novo nó giratório é uma das soluções que mais dúvidas suscitou nos munícipes, designadamente ao nível de funcionalidade rodoviária, mas também pela necessidade de ocupação do espaço público para a construção da infraestrutura, com ajustes na arborização e no estacionamento.
O vereador Bruno Russo disse que esta “é uma obra de grande desenvolvimento” para a zona e apontou que “não vai haver perda de lugares com a construção da rotunda”, ficando a Avenida de Moçambique, em toda a extensão, com “117 lugares de parqueamento”, quando atualmente tem 115 lugares.
Destaque ainda, a nível arbóreo, para a plantação de 59 novas árvores na Avenida de Moçambique.
A presidente da Câmara Municipal de Setúbal mostrou-se disponível para voltar a reunir com moradores daquela zona da cidade para, em conjunto, estudar soluções e ajustar pequenas intervenções no âmbito daquela obra, com o objetivo de responder às necessidades das populações.
O projeto de requalificação da Avenida de Moçambique, orçado em cerca de 600 mil euros, inclui a requalificação de infraestruturas e pavimentos no arruamento, designadamente entre a Avenida Dr. António Rodrigues Manito e a Rua Engenheiro Henrique Cabeçadas.
Além da nova rotunda, são criados mais de uma centena de lugares de estacionamento em toda a extensão da Avenida de Moçambique, maioritariamente transversais, definidas zonas de paragem para autocarros, realizadas intervenções na rede de drenagem pluvial e feito o reforço da iluminação pública.
A circulação pedonal é melhorada com a requalificação e alargamento de passeios e a beneficiação e criação de passagens para peões, enquanto a mobilidade sustentável é reforçada com uma ciclovia que fica ligada a troços cicláveis na Avenida Dr. António Rodrigues Manito e nas imediações do Parque Urbano da Várzea.
A requalificação da Avenida de Moçambique é enquadrada na estratégia de beneficiação urbana e de mobilidade definida pela Câmara de Setúbal para aquele eixo estruturante da cidade, em que se inclui a obra em curso na Rua Engenheiro Henrique Cabeçadas e a já reabilitada Avenida dos Ciprestes.

