Atualidade de Luiz Pacheco reafirmada

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A liberdade, a crítica e a provocação que marcaram Luiz Pacheco regressaram a Setúbal na abertura do congresso internacional que assinala o centenário do escritor, num encontro partilhado com Palmela que celebra a palavra como espaço de resistência.

O presidente da Câmara Municipal de Setúbal, André Martins, abriu a sessão e sublinhou “a enorme satisfação” com que o município se associa ao centenário de Luiz Pacheco, “um dos espíritos mais livres, provocadores e brilhantes da literatura portuguesa”.

 

O autarca destacou que o congresso “é um exercício de memória crítica, de liberdade e de reconhecimento a um autor que fez da palavra o seu campo de resistência”, lembrando ainda a ligação do escritor a Setúbal e Palmela, “território cultural e humano que também lhe pertenceu”.

 

A decorrer no Cinema Charlot – Auditório Municipal, o congresso “Luiz Pacheco Passeia por Todo o Papel (1925-2025)” reúne investigadores, editores e leitores para dois dias de reflexão, a 22 em Setúbal e a 23 em Palmela.

 

A iniciativa integra o programa municipal “Luiz Pacheco 100” e resulta da parceria entre as câmaras municipais de Setúbal e Palmela e a equipa científica do projeto coordenado por Luís Sousa, do CLEPUL/FLUL – Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias.

 

Após a intervenção do presidente do município, o investigador Luís Sousa destacou a amplitude temática e geracional do programa e o envolvimento das equipas municipais de Setúbal e Palmela, cuja colaboração considerou essencial para o êxito do encontro.

 

Luís Sousa assinalou ainda o encerramento da exposição de centenário “Luiz Pacheco Passeia por Todo o Papel (1925-2025)”, marcado para dia 23, às 18h45, na Biblioteca Municipal de Palmela.

 

Entre os oradores da primeira sessão, o investigador Pedro Piedade Marques abordou as relações entre Luiz Pacheco e o editor Fernando Ribeiro de Mello, a partir do livro “Editor Contra: Fernando Ribeiro de Mello e a Afrodite”, sublinhando o papel do homenageado como editor, crítico e agitador cultural.

 

O programa científico incluiu também comunicações de Sofia A. Carvalho, investigadora da FLUL/CLEPUL, sobre “As Mordidelas de um ‘cão sem coleira’: Luiz Pacheco Crítico”, e de Ana da Silva, docente da Escola Superior de Educação do Politécnico de Santarém e co-curadora da exposição do centenário, intitulada “Uma Ideia de Arte Rasca a partir de Luiz Pacheco”.

 

O congresso prossegue no dia 23, na Biblioteca Municipal de Palmela, com novas sessões de debate, leituras de textos do autor e o encerramento oficial com a inauguração da exposição do centenário.

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