Associação de Dadores de Sangue celebra 46 anos

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O vereador com o pelouro da Saúde na Câmara Municipal de Setúbal, Pedro Pina, valorizou no dia 28 de outubro o trabalho desenvolvido pela Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Setúbal, na cerimónia comemorativa do 46.º aniversário da instituição.

O vereador com o pelouro da Saúde na Câmara Municipal de Setúbal, Pedro Pina, valorizou no dia 28 de outubro o trabalho desenvolvido pela Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Setúbal, na cerimónia comemorativa do 46.º aniversário da instituição.

“Reconheço a persistência e a resiliência da associação e das diferentes direções que ao longo dos anos têm mantido a vontade de fazer o trabalho dos dadores benévolos de sangue no concelho”, afirmou o autarca na sessão realizada no Auditório Bocage.

Pedro Pina, que garantiu o empenho da Câmara Municipal no apoio à associação, sublinhou que a dádiva de sangue é uma questão que “decorre, muitas vezes, da vontade política”.

O autarca defendeu que os poderes políticos “devem assumir responsabilidades e desenvolver os mecanismos e as estratégias necessárias para que o imperativo civilizacional da dádiva de sangue não seja apenas uma circunstância pontual de um conjunto de pessoas que mantém esse princípio voluntário, solidário e cívico”.

O presidente da Junta de Freguesia de São Sebastião, Luís Matos, enalteceu a “resiliência” da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Setúbal e defendeu a necessidade de “articulação entre a sociedade civil, as empresas, o tecido social e as autarquias para fazer chegar mais longe a mensagem para captar novos dadores”.

A associação comemorou o início oficial da atividade, em 28 de outubro de 1978, data da primeira colheita efetuada em colaboração com o então Instituto Nacional de Sangue, atual Instituto Português do Sangue e da Transplantação.

“Celebramos 46 anos a salvar vidas a milhares de doentes e, por isso, o nosso agradecimento aos 20.493 dadores que efetuaram a sua doação em 783 colheitas a que correspondem cerca de 9222 litros de sangue. Só desde 2007 já inscrevemos 3721 jovens dadores”, adiantou o presidente da direção, Hermenegildo Alves.

O responsável confessou algum “desânimo” por se verificar que, desses 3721 jovens dadores inscritos desde 2007, “apenas 2200 deram sangue” e que os restantes mais de 1500 “nunca mais voltaram a inscrever-se nas colheitas”.

A presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, Maria Antónia Escoval, apontou que em 2024 a dádiva de sangue “atravessa um período de grande instabilidade em Portugal” e afiança que é a primeira vez que tal acontece.

“Vimo-nos queixando progressivamente de que há menos dádivas, mas isso não correspondia à realidade. Houve uma diminuição até 2019, mas de 2020 a 2023 houve um aumento progressivo do número de dadores e uma manutenção do número de dádivas.”

Atualmente, apesar de haver mais dadores, “estes realizam menos dádivas”, mas assegura que não é verdade que as reservas estratégias se encontrem a metade.

“Temos uma situação equilibrada nas reservas, pois apesar da instabilidade nas dádivas ao longo do ano, registou-se um aumento progressivo nas últimas seis semanas.”

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