O plátano do Largo Dr. Francisco Soveral (Largo da Ribeira Velha), uma das araucárias do Largo José Afonso, uma magnólia na Avenida Luísa Todi, um eucalipto no Parque Urbano de Albarquel, uma tília no Jardim do Quebedo, uma sequoia no Parque do Bonfim, um carvalho no Parque de Vanicelos, um cedro no largo da Rua Frei António das Chagas e um sobreiro na Avenida Mestre Lima de Freitas foram as árvores identificadas.
O vereador da Câmara Municipal com o pelouro do Ambiente, Bruno Russo, sublinhou que esta é a primeira vez que Setúbal participa na campanha de sensibilização ambiental Tree Tag, mas adiantou que vai continuar a fazê-lo nos próximos anos.
“Vamos monitorizar, ano a ano, sabendo que, com o seu crescimento, as árvores aumentam o seu contributo ambiental. Para o ano pretendemos aderir novamente a este projeto europeu com mais árvores”, disse o autarca.
Foram escolhidos exemplares de diferentes espécies e únicos em termos de porte, com a particularidade de o plátano e a araucária selecionados estarem classificados pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas como árvores de interesse público, de a sequoia do Bonfim e o carvalho de Vanicelos serem únicos em Setúbal e de o sobreiro da Avenida Mestre Lima de Freitas ser muito raro de encontrar no espaço urbano.
As árvores foram escolhidas pelo serviço que prestam ao espaço público e a etiqueta inclui informação como espécie, diâmetro do tronco, altura e área foliar, dias de oxigénio que produz por ano para uma pessoa e litros de água retidos por ano para reduzir inundações, bem como quilos de dióxido de carbono armazenado como carbono e quilómetros de automóvel compensados, com base no dióxido de carbono total, ao longo da sua vida até ao momento.
O plátano da Ribeira Velha, por exemplo, tem um tronco com 115 centímetros de diâmetro, 24 metros de altura e 264,6 metros quadrados de área foliar, produz anualmente 127 dias de oxigénio para uma pessoa, retém 8789 litros de água por ano e já armazenou 11.163 quilos de dióxido de carbono e compensou 102.502 quilómetros feitos por automóveis.
Mais de 1300 árvores, especialmente de grande porte, foram hoje etiquetadas em mais de 300 locais por toda a Europa no âmbito da campanha Tree Tag, que envolve 14 organizações europeias e em Portugal abrangeu 164 exemplares em 11 municípios, incluindo Setúbal, duas escolas, uma fundação, um instituto de investigação, três jardins botânicos e três universidades.
Implementada em Portugal pelo Centro de Ecologia Aplicada “Prof. Baeta Neves”, do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, o projeto Tree Tag – uma iniciativa de nove organizações dedicadas ao estudo e promoção do arvoredo dos Países Baixos, Bélgica, Espanha, Portugal, Itália, Polónia, Alemanha, Suíça e Dinamarca – pretende chamar a atenção para a importância das árvores de grande porte e para o seu valor acrescentado.
Qualquer pessoa pode apoiar a iniciativa e as arvores etiquetadas, publicando nas redes sociais uma fotografia com a Tree Tag, acompanhada do hashtag #EUTreeTag, mas também pode registar em www.treetags.eu uma árvore que seja a sua favorita, a qual poderá ser integrada em próximas campanhas com uma Tree Tag.








