Atividades com crianças promovem tradições marítimas

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Perto de oito dezenas de crianças participaram esta manhã em atividades sobre tradições marítimas, no Parque Urbano de Albarquel, no âmbito da Semana do Mar e do Pescador, que teve início no dia 11 de maio.

Perto de oito dezenas de crianças participaram esta manhã em atividades sobre tradições marítimas, no Parque Urbano de Albarquel, no âmbito da Semana do Mar e do Pescador, que teve início no dia 11 de maio.

Até dia 22, perto de três mil alunos das escolas básicas da União das Freguesias de Setúbal têm a oportunidade de participar em aulas de remo e de canoagem e de aprenderem um pouco mais sobre diversas artes de pesca, como a arte do chinchorro e do entrilhar das redes.

Os ateliers educativos do programa da quarta edição da Mostra das Tradições Marítimas visam “promover a ligação das crianças às tradições setubalenses ligadas ao mar”, sublinha o presidente da União das Freguesias de Setúbal, Rui Canas, órgão que organiza a Semana do Mar e do Pescador numa parceria com a Câmara Municipal, com diversas parcerias.

Os ateliers, que decorrem de segunda a sexta-feira, com sessões de manhã e à tarde, proporcionaram grande entusiamos esta manhã às crianças de quatro turmas de 1.º e 3.º ano da Escola Básica do Casal das Figueiras.

Além das aulas de remo em cinco barcos tradicionais, conduzidos por pescadores da Associação Setúbal Pesca, e de aulas de canoagem, dinamizadas pelo Desporto Escolar, as crianças participaram numa atividade que exemplificou como funcionava a arte do chinchorro, ou seja, uma arte de pesca artesanal que consiste em lançar as redes no mar perto da costa e arrastá-las para terra.

Francisco Rodrigues, da Associação Setúbal Pesca, largou a rede no rio enquanto em terra Ricardo Batista, também da associação, e o presidente da União das Freguesias de Setúbal explicaram às crianças em terra como funciona esta arte, que há muito não é usada pelos pescadores, e deram indicações sobre como e quando se deve puxar a rede.

“Os pescadores vão no bote até uma curta distância de terra e fazem um cerco com a rede. Os cabos ficam em terra para que os homens possam puxá-la e trazer o pescado que ficou preso”, explicou Ricardo Batista.

As crianças ouviram atentas, enquanto aguardaram a ordem de puxar os cabos. Eram elas que iam puxar a rede para terra, com a ajuda de Ricardo Batista e do presidente Rui Canas, sem conseguirem esconder o entusiamo.

“Já se pode?”, questionou uma.

Francisco Rodrigues mandou dizer que está na hora e as crianças incentivaram-se umas às outras. “Puxa, força!”, gritou um colega.

A rede chegou a terra, mas desta vez não trouxe peixe. “Vamos tentar outra vez e jogar a rede um pouco mais à frente”, referiu Rui Canas.

Além destas atividades de experimentação de atividades marítimas, as crianças têm também a oportunidade de observar, ao vivo, antigos pescadores na arte do entrilhar das redes

A Mostra de Tradições Marítimas, a decorrer até dia 22, no Parque Urbano de Albarquel, no âmbito da Semana do Mar e do Pescador, contempla, igualmente, uma mostra gastronómica, com petiscos confecionados por pescadores, e animação musical.

Para o último dia, 22, há a tradicional “Corrida de Botes a Remos”, às 10h00, e um almoço-convívio da comunidade piscatória com música pelo Grupo Típico Cantares do Sado, a partir das 14h00.

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