Alunos organizam simulacro de sismo com mais de seis centenas de pessoas

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O alarme soou e 637 pessoas abandonaram no dia 13 de outubro as salas de aula da Escola Secundária Dom Manuel Martins, num simulacro de sismo organizado por alunos do Curso Técnico de Proteção Civil.

A operação, acompanhada pelo SMPC – Serviço Municipal de Proteção Civil de Setúbal, envolveu 583 estudantes, 46 professores e oito funcionários, que se dirigiram para o campo desportivo exterior da escola, definido como ponto de encontro.

O exercício, iniciado às 10h30, teve a duração de 18 minutos, desde a saída das salas de aula até à conclusão da operação, numa iniciativa que assinalou o Dia Internacional para a Redução do Risco de Catástrofes e permitiu aos estudantes aplicar os conhecimentos adquiridos durante a formação.

No balanço ao simulacro, o coordenador do SMPC, José Luís Bucho, elogiou o desempenho dos alunos e considerou que “o ciclo de emergência foi totalmente cumprido”, desde a prevenção e preparação até à resposta e recuperação ou reposição da normalidade.

A avaliação não deixou, contudo, de identificar procedimentos a corrigir. Entre as dificuldades assinaladas pelos próprios alunos estiveram a existência de portas trancadas e o incumprimento, por parte de alguns participantes, da orientação para permanecerem em fila indiana no ponto de encontro.

José Luís Bucho defendeu a necessidade de estudar percursos alternativos de evacuação, evitar obstáculos, como escadas, e encontrar uma localização mais adequada para concentrar a comunidade escolar, uma vez que o campo desportivo utilizado no simulacro não constitui uma solução viável numa situação real de emergência.

O coordenador da Proteção Civil esclareceu ainda que a condução de cada turma até ao ponto de encontro deve caber ao professor responsável pela aula, com o apoio do delegado de turma, de forma a assegurar uma evacuação organizada e facilitar a identificação dos participantes.

Entre os aspetos positivos, destacou a assistência prestada a uma aluna com mobilidade reduzida, exemplo da importância da entreajuda e da atenção às necessidades individuais durante uma emergência.

O responsável recordou também o caráter obrigatório destes exercícios e sublinhou que a preparação para situações de risco exige o contributo de toda a comunidade, desde os cidadãos e as famílias até às instituições e locais de trabalho.

José Luís Bucho relacionou a importância destas ações com o reconhecimento de Setúbal como cidade resiliente pelas Nações Unidas, ao abrigo da iniciativa internacional de redução do risco de catástrofes.

“É fácil obtê-lo, mas não é fácil mantê-lo”, afirmou, a propósito do estatuto, para salientar a necessidade de um trabalho contínuo de prevenção e preparação da população.

Setúbal recebeu, em 2017, o certificado de “Cidade Resiliente” das Nações Unidas, distinção que reconhece as boas práticas municipais de prevenção e proteção, bem como a existência de estratégias e recursos para responder a potenciais riscos de catástrofe.

O exercício da manhã de dia 13 realizou-se noutras escolas do concelho, como contributo para a preparação das comunidades educativas e para a manutenção do reconhecimento internacional de Setúbal.

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