Com mais de 1300 entradas (ou verbetes) sobre a vida social, cultural, desportiva, política, económica e religiosa, bem como sínteses biográficas de setubalenses que se destacaram em diversas áreas de intervenção, o “Dicionário da História de Setúbal”, editado pelo jornal O Setubalense com o apoio da Câmara Municipal, faz “um verdadeiro retrato da construção histórica” do concelho, afirmou o vereador Paulo Maia.
Para o autarca, a obra, que contou com o contributo de mais de seis dezenas de historiadores e investigadores, permite “conhecer a evolução do concelho através das suas instituições, das suas personalidades, dos acontecimentos, das associações e dos múltiplos aspetos da vida coletiva”, constituindo “um marco na investigação e na divulgação da história” setubalense.
“Esta obra é uma ferramenta para investigadores, professores, estudantes e para todos os cidadãos interessados em conhecer melhor a história da sua terra. O primeiro volume já começou a ser utilizado em contexto educativo, o que é um sinal muito positivo.”
O vereador Paulo Maia enalteceu o trabalho desenvolvido por Albérico Afonso Costa. “Soube mobilizar dezenas de investigadores em torno de um projeto coletivo de enorme exigência”.
Na intervenção, agradeceu, ainda, a todos os que colaboraram com “rigor, conhecimento e dedicação” para “construir um instrumento de referência que ficará ao serviço da comunidade”.
O autarca garantiu também que a Câmara Municipal de Setúbal “continuará a apoiar todas as iniciativas que contribuam para preservar, estudar e divulgar a história e o património do concelho”.
O diretor do jornal O Setubalense, Francisco Alves Rito, agradeceu os apoios que tornaram possível a edição do segundo volume, incluindo do município, que “adquiriu exemplares para distribuir pelas escolas e bibliotecas do concelho”, e anunciou a publicação de um terceiro volume em julho do próximo ano.
Albérico Afonso Costa, mentor e coordenador do projeto, afirmou que o dicionário vai contribuir para “aprofundar a reflexão pedagógica sobre as potencialidades do estudo do meio local”, bem como para “incrementar a produção de materiais científicos e didáticos” que possam ser utilizados como recursos educativos em vários níveis de ensino.
A historiadora Irene Pimentel, que apresentou a obra, salientou a “importância absolutamente extraordinária” da investigação sobre os presos políticos em Setúbal e sobre a oposição católica durante a ditadura durante, bem como das entradas sobre a indústria, o muralismo e a educação.
“Temos também aqui um excelente guia que nos dá a conhecer melhor o património natural e não natural de Setúbal”, disse Irene Pimentel.
O “Dicionário da História de Setúbal”, editado no âmbito das comemorações dos 171 anos do jornal O Setubalense, conta ainda com os apoios da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra e da The Navigator Company.

