Artes performativas em festa na 8.ª edição da MAPS

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“Herança” é o tema da 8.ª edição da MAPS – Mostra de Artes Performativas de Setúbal, que entre 7 e 18 de julho reserva uma programação, de acesso gratuito, com performances, música, cinema e projetos comunitários em vários espaços da cidade.

O evento organizado pela Câmara Municipal de Setúbal proporciona dez dias de cultura intensa, com a cidade transformada num palco aberto à criação artística contemporânea e à participação comunitária, ocupando o espaço A Gráfica – Centro de Criação Artística, Parque do Bonfim, Praça de Bocage, Cinema Charlot – Auditório Municipal, Jardim do Quebedo, Baixa Comercial e Miradouro de São Sebastião.

Este ano, artistas e público são desafiados a refletir sobre as heranças que recebemos e que deixamos aos outros, como memórias, saberes, afetos, lutas, tradições e experiências que atravessam gerações e ajudam a construir identidades individuais e coletivas.

O programa da MAPS abre no dia 7, às 21h30, no Fórum Municipal Luísa Todi, com “Musseque”, performance do coreógrafo e intérprete angolano Fábio (Krayze) Januário, em parceria com a BoCA – Bienal de Artes Contemporâneas, que através da linguagem do kuduro, revisita as periferias de Luanda e aborda temas como memória, resistência e identidade.

Este espetáculo de abertura da MAPS estava inicialmente previsto para dia 9 no espaço A Gráfica – Centro de Criação Artística, tendo sido antecipado dois dias e transferido para o Fórum Municipal Luísa Todi. 

No dia seguinte, no mesmo local e horário, “Sobre o Fim”, de Gio Lourenço e Sofia Berberan, propõe uma experiência performativa que cruza dança, teatro e botânica, explorando a ideia de transformação e renovação através da relação entre seres humanos e plantas.

A 11, entre as 11h30 e as 12h30, a MAPS sai à rua com as “Performances no Bairro”, iniciativa que transforma a Baixa comercial de Setúbal num percurso artístico onde escritores, bailarinos, atores, mágicos, caricaturistas, tatuadores, artistas plásticos e performers ocupam lojas, montras, varandas e espaços públicos.

No mesmo dia, o Espaço Ágora, instalado no Jardim do Quebedo, acolhe, entre as 17h00 e as 20h00, um encontro animado por DJ Batida, acompanhado de um lanche comunitário com cachupa.

O Espaço Ágora, uma das novidades da edição deste ano da MAPS, é uma estrutura temporária criada pelo coletivo Mergulho Urbano, no âmbito do projeto Revoada, que funcionará como ponto de encontro, reflexão e participação cidadã, com instalações, performances, leituras, oficinas e momentos de debate sobre memória, território, participação e justiça social.

Ainda no dia 11, a partir das 21h30, no espaço A Gráfica, realiza-se o concerto multimédia “Sons de Resistência”, de Luís Bittencourt.

O dia seguinte é dedicado à MINI-MAPS, programação especialmente pensada para famílias e crianças, a decorrer no Parque do Bonfim, entre as 15h00 e as 18h00, com jogos tradicionais em madeira, instalações sonoras participativas, oficinas criativas, dança contemporânea para a infância, teatro físico e concertos.

A 14, no Cinema Charlot – Auditório Municipal, pelas 21h30, é exibido o documentário “Peixe p’ó Gato – Histórias da Luta pelo Pão em Setúbal”, realizado por Leonardo Silva, que resulta de um trabalho de investigação histórica e recolha de testemunhos sobre a pobreza, a desigualdade e as formas de resistência que marcaram a história social da cidade.

A programação prossegue a 16 de julho, às 21h30, na Praça de Bocage, com “Sombras”, uma criação de teatro visual e poesia física da companhia Teatro Só, que aborda a violência doméstica através de uma linguagem acessível e profundamente emotiva.

A reflexão sobre a memória coletiva e as questões sociais está em destaque, a 17, a partir das 18h00, no Espaço Ágora, numa conversa sobre o projeto teatral “Carga” que investiga o papel das mulheres trabalhadoras na construção da sociedade contemporânea.

Às 21h30, sobe ao palco do espaço A Gráfica o espetáculo “Sinto, Logo Existo”, da Noisy Crew, que aborda a saúde mental, a identidade e a importância do reconhecimento das emoções enquanto experiência fundamental da existência humana.

O programa do último dia MAPS começa às 17h30, no espaço A Gráfica, com uma conversa sobre teatro comunitário dinamizada pelo projeto Gaivina de Agueiro.

Segue-se, às 18h00, no Miradouro de São Sebastião, a apresentação de “Tecido Comunitário”, projeto de teatro comunitário desenvolvido em cocriação com moradores, com idades entre os 6 e os 98 anos, que resulta de um processo de recolha de memórias, histórias de vida e experiências do território, afirmando a cultura como ferramenta de inclusão, participação e transformação social.

A 8.ª edição da MAPS termina com uma festa no espaço A Gráfica – Centro de Criação Artística, ao som de “A Minha Vida Dava uma Banda Sonora”, projeto musical da portuense Susana.

Todos os espetáculos e atividades são de acesso gratuito, reforçando o compromisso da MAPS com a democratização da cultura, a formação de públicos e o acesso universal à criação artística contemporânea.

As atividades realizadas em espaços fechados requerem reserva prévia através do endereço de correio eletrónico maps@mun-setubal.pt.

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