O espetáculo, cuja primeira apresentação esteve originalmente agendada para a noite de dia 22, no espaço A Gráfica – Centro de Produção Artística, nasce do projeto “Corpo Colectivo – Corpo Memória – Corpo Terra” e de uma investigação sobre conceitos como memória, natureza, o que nos une e o que nos separa.
A encenação remete para a ideia de que há prisões físicas, mentais ou emocionais que fazem parte de cada um de nós e que há fenómenos que se repetem constantemente, desde o interior do corpo aos limites do espaço exterior, como uma espiral sem fim que rompe a perceção do tempo.
É nesta ideia que, em “Querida Prisão”, com dramaturgia e direção artística de Rafaela Bidarra, uma atriz, uma bailarina e um músico, interpretados por João M. Mota, Patrícia Paixão e Rafaela Alho Silva, se juntam em palco para levar o público numa viagem através da espiral infinita do tempo, acompanhada de música ao vivo.
Após a estreia desta peça do Teatro Estúdio Fontenova, uma estrutura financiada pela DGArtes e pela Câmara Municipal de Setúbal, seguem-se novas apresentações no Inatel a 28, 29 e 30, às 21h00, e no dia 31, às 16h00, enquanto a 28, às 11h00, há uma sessão para escolas e centros comunitários.
O espetáculo da companhia setubalense “Querida Prisão” tem bilhete geral a dez euros e com descontos a oito euros, com possibilidade de reservas pelo endereço de correio eletrónico teatroestudiofontenova@gmail.com ou pelos contactos telefónicos 936 168 957 e 967 330 188.