Sozinho em palco durante uma hora e meia, num cenário com diversas campas, uma das quais com o seu nome, António Raminhos começa logo por avisar que tem medo de morrer e aborda ansiedade e a perturbação obsessivo-compulsiva de que sofre, referindo por várias vezes que as histórias que conta ao longo do espetáculo aconteceram mesmo.
E elas vão desde consultas médicas que terminam com um diagnóstico que leva o médico a dizer que “das notícias más, esta é a menos má”, a sua relação com os pais e a morte dos progenitores, ou recordações da infância passada na rua na década de 1980, com liberdade e sem os medos da atualidade.
O Fórum Luísa Todi foi palco de momentos de comédia nonsense, por vezes mesmo negra, num espetáculo que procura dar um novo significado ao luto e celebrar a vida, findo o qual os espetadores podiam fotografar-se num caixão colocado à entrada da sala.


