“A proteção civil é um dos pontos de grande importância para o nosso concelho e entendemos que não estava a ser tratada como o concelho merece. Setúbal tem a segunda mais antiga corporação de bombeiros sapadores do país e uma proteção civil que faz 25 anos”, disse no início da reunião o vereador na Câmara Municipal com o pelouro da Segurança, Proteção Civil e Bombeiros, Paulo Maia.
O encontro aprovou o texto do protocolo de colaboração do Grupo Mitrena, que regulamenta a atividade e deve ser assinado na segunda quinzena de junho, e preparou a próxima reunião alargada desta plataforma, a realizar dentro de um mês.
Na sessão, realizada no Forte de Albarquel, foram ainda apresentados os estudos realizados pelos serviços municipais para o logotipo da plataforma e para o arranjo paisagístico de uma das novas rotundas da Estrada da Mitrena (N10-4), os quais vão ser agora desenvolvidos.
O logotipo do Grupo Mitrena, com três figuras humanas unidas sob uma estrutura protetora que representa a plataforma colaborativa entre empresas, instituições e a comunidade, simboliza a cooperação e a proteção no polo industrial de Setúbal, tendo na base um aperto de mãos, que reforça o compromisso com o conhecimento e a articulação operacional.
Fazendo referência ao lema do Grupo Mitrena, “Indústrias Resilientes – Comunidade Segura”, a imagem gráfica utiliza tons de azul, verde e cinza para transmitir confiança, sustentabilidade e inovação na prevenção de acidentes e resposta a emergências.
Foi também abordado o conceito para a nova rotunda da Estrada da Mitrena situada entre as duas entradas para o parque industrial da SAPEC, que vai designar-se “Rotunda da Mitrena – Indústrias Resilientes – Comunidade Segura”, sendo proposto um arranjo que faça referência às indústrias localizadas na zona, mas sempre com a preocupação de manter a visibilidade da via, para garantir a segurança.
O Grupo Mitrena foi reativado em 20 de março para reforço da segurança no território de Setúbal, retomando um trabalho relacionado com proteção e segurança de pessoas empresas da Península Industrial da Mitrena, que representa mais de 3 por cento do PIB nacional.
Este grupo, com mais de três dezenas de elementos, constitui-se como uma plataforma de colaboração e partilha de conhecimento entre empresas e entidades com atividade na área industrial da Mitrena, unidas pelo interesse comum de promover e desenvolver boas práticas na esfera da segurança.
O objetivo principal passa por estabelecer uma base de cooperação permanente para a prevenção de acidentes graves e a articulação da resposta operacional, garantindo que os planos de emergência internos das empresas e o Plano de Emergência Externo funcionam como um sistema único e eficaz.
A visão estratégica do município de Setúbal para a segurança industrial tem como objetivo posicionar a segurança não como um custo ou entrave burocrático, mas como um ativo de competitividade e resiliência territorial, bem como um pilar essencial ao investimento e desenvolvimento.
Com esta visão, a Câmara Municipal de Setúbal quer estar na primeira linha da criação de um ecossistema de confiança, resiliência coletiva e continuidade de negócio, de forma a garantir que um incidente numa empresa não paralise toda a zona, num território de segurança com a coexistência entre indústria, zonas urbanas e ambientais
A estratégia passa por minimizar o “efeito dominó” através da partilha de informação critica, uma vez que a autarquia vê as denominadas empresas Seveso, ou seja, de maior risco, como parceiras estratégicas cuja operação segura é vital para a economia local, para o desenvolvimento, criação e manutenção dos postos de trabalho.


