“Setúbal não escapou ao forte impacto das intempéries que atingiram o país nas últimas três semanas. Apesar da melhoria do tempo, não desmobilizámos. Continuamos no terreno, a trabalhar diariamente para repor a normalidade. Queremos deixar um compromisso claro: esta operação só termina quando o concelho estiver estabilizado”, disse o titular vereador da Proteção Civil, Paulo Maia.
O autarca, que acompanhou o abate de uma árvore em mau estado na Avenida Jaime Cortesão, junto da Praça Olga Morais Sarmento, notou que, desde 27 de janeiro, o Centro Municipal de Operações de Socorro de Setúbal registou “perto de 1500 ocorrências”, incluindo quedas de árvores com efeito em vias de circulação, inundações por acumulação de águas pluviais, deslizamentos de terras e danos em estruturas.
“Foram semanas de trabalho intenso e coordenado. Agradecemos aos trabalhadores da Câmara e dos Serviços Municipalizados, às juntas de freguesia, aos bombeiros, às forças de segurança e a todas as entidades da proteção civil. A articulação liderada pelo município foi decisiva para minimizar os efeitos deste ciclo de tempestades”, sublinhou.
Paulo Maia recordou que foi criada “uma comissão de avaliação de riscos, que integra diversos serviços municipais, com o objetivo de fazer um levantamento rigoroso das situações existentes, avaliar vulnerabilidades e definir prioridades de intervenção”, para “garantir que cada decisão é tomada com base em critérios técnicos e numa visão integrada do território” concelhio.
“Estamos a executar um plano de intervenções estruturado, dando prioridade às situações mais urgentes. Pedimos compreensão aos munícipes. Nem tudo se resolve de imediato, mas cada ocorrência está identificada e acompanhada”, salientou.
O vereador da Proteção Civil destacou a resposta eficaz à intempérie dada pelo sistema urbano de águas pluviais e assinalou que as bacias de retenção da Várzea evitaram cheias na cidade, facto que demonstra “que o investimento na prevenção e na proteção do território faz a diferença”.
Paulo Maia adiantou que a autarquia está “também a agir noutras frentes” e revelou que a presidente da Câmara, Maria das Dores Meira, “já solicitou ao Governo o acesso a apoios financeiros para que municípios como Setúbal, que não decretaram situação de calamidade, possam fazer face aos prejuízos registados” nos respetivos territórios.
“Não aceitaremos que Setúbal seja penalizada por ter conseguido responder sem recorrer a esse enquadramento formal. Onde houve danos, deve haver apoio”, disse. “Podem continuar a contar com este executivo. Setúbal responde com trabalho, responsabilidade e presença no terreno. E assim continuará.”







