O projeto de execução da obra para a Rua da Mata, com elaboração prevista num prazo de 45 dias, inclui o restabelecimento e redimensionamento da passagem hidráulica, com muros em betão armado ou gabiões, de altura elevada e o tratamento da linha de água a montante e a jusante, a que se junta a recuperação da via de circulação com a devida estabilização dos solos.
Antes do lançamento do procedimento de empreitada para realização desta intervenção, com financiamento já assumido pelos SMS – Serviços Municipalizados de Setúbal, é necessária a aprovação do projeto pela APA – Agência Portuguesa do Ambiente, entidade responsável pela gestão e fiscalização de valas e linhas de água.
“Este é o plano de intervenção, o qual tentaremos implementar o mais célere possível de forma a resolver a situação”, afirmou o vereador das Obras Municipais da autarquia, Bruno Russo, na apresentação feita à população na noite de dia 10, na sede do CCDBA – Centro Cultural e Desportivo de Brejos de Azeitão.
A Rua da Mata está interdita à circulação por motivos de segurança, em virtude de danos estruturais provocados pela passagem da depressão “Cláudia”, em novembro passado, o que motivou a Câmara a apresentar também um plano alternativo de circulação naquela via com ligação à N-10 e de acesso à unidade industrial Carmona.
Para evitar a passagem de veículos pesados desta fábrica e outros, por arruamentos sem as devidas condições e em zonas de maior densidade residencial, foi definido um esquema de circulação temporária, para minimizar constrangimentos, o qual é assegurado pelas ruas de São Gonçalo, do Telheiro, dos Gladíolos, do Roseiral e da Padaria.
No encontro, com a participação da vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria do Carmo Tiago, do presidente da Junta de Freguesia de Azeitão, Tiago Cardoso, e de técnicos municipais, foi igualmente partilhada a análise técnica realizada na Rua da Mata pelos serviços municipais e Proteção Civil.
A interdição da Rua da Mata no troço entre a N-10 e a Rua do Areal é motivada por aluimentos de taludes a montante e a jusante da passagem hidráulica, danos na linha de água devido a assoreamento de margens, abatimento parcial da estrutura do pavimento e danos na infraestrutura elétrica enterrada de gestão da E-Redes.


