“O Clube de Campismo é, desde a sua fundação, um exemplo maior do melhor associativismo setubalense, um associativismo que não se limita à ocupação de tempos livres, mas que promove a formação cívica, a participação democrática e o sentido de pertença à comunidade”, disse o autarca.
Paulo Maia frisou que o Clube de Campismo de Setúbal (CCS), fundado em 1 de janeiro de 1947, tem um “história rica e exemplar” e honra Setúbal a nível regional e nacional, com “um percurso feito de dedicação, voluntariado, espírito comunitário e compromisso com valores” como “a convivência, cidadania ativa, respeito pela natureza e partilha entre gerações”.
Após considerar o clube uma referência no campismo nacional que projeta o nome de Setúbal em encontros, acampamentos e outras iniciativas, salientou o contributo “para a valorização do campismo enquanto prática desportiva, cultural e social” e destacou o papel na gestão do Parque de Campismo da Gâmbia, um equipamento “de grande importância” para o concelho.
“A forma responsável, competente, dedicada como este espaço tem sido gerido ao longo dos anos demonstra bem a capacidade do associativismo em assumir responsabilidades públicas em parceria com a autarquia, colocando sempre o interesse coletivo em primeiro lugar”, disse.
O autarca afirmou que o Parque de Campismo da Gâmbia é “um espaço de referência” para campistas e amantes da natureza, que promove “o lazer saudável, o convívio e o usufruto equilibrado do território, contribuindo para a atividade turística do concelho” de Setúbal.
“A Câmara Municipal de Setúbal reconhece e valoriza profundamente o papel do movimento associativo no desenvolvimento do concelho e continuará a ser um parceiro ativo do Clube de Campismo de Setúbal, convicta de que juntos continuaremos a construir um concelho mais coeso, mais sustentável e mais participado”, referiu.
Depois de dar os parabéns ao CCS e aos que fazem dele “um verdadeiro exemplo de associativismo e de cidadania”, Paulo Maia entregou ao presidente do clube, Carlos Cabedal, uma imagem de José Afonso.
O dirigente associativo recordou que “o Poder Local, através da Câmara Municipal e juntas de freguesia, tem ajudado o Clube de Campismo de Setúbal e todas as demais coletividades do concelho”, lamentando as dificuldades em conseguir fundos europeus “que faziam imensa falta” ao parque de campismo.
Segundo o presidente do CCS, como a região de Setúbal “não está incluída nas zonas de baixa densidade”, os financiamentos “não contemplam” as necessidades do clube, “que começam nos 250 mil euros e vão até aos milhões”, por ser “imperioso” construir novos alvéolos e balneários, remodelar os atuais balneários e a pavimentar ruas, entre outras obras.
“É um sistema completamente injusto. O movimento associativo sempre foi, e continua a ser, o parente pobre da nossa sociedade. No entanto, substituímo-nos muitas vezes ao Estado em vários setores da sociedade”, disse.
Na sessão foram entregues emblemas aos sócios do CCS com 25 e 50 anos de filiação.

