A sessão, realizada no Museu de Setúbal/Convento de Jesus, com o tema “Entre o bem-estar e a enfermidade: as freiras do Convento de Jesus”, contou com intervenções de Maria João Gonçalves, Helena Barroso e Nathalie Antunes-Ferreira, da Egas Moniz School of Health and Science.
Presente na iniciativa, o vereador Paulo Maia, da Câmara Municipal de Setúbal, sublinhou o contributo do estudo científico para a compreensão da história local, referindo que este “ajuda a perceber o que se passou nos nossos antepassados e também a perceber o que nós fomos”.
Segundo o autarca, trata-se de um trabalho “muito enriquecedor para o município”, que valoriza o Convento de Jesus e contribui para iniciativas comemorativas a realizar este ano na cidade, nomeadamente os 100 anos de Setúbal como capital de distrito e os 150 anos do Mercado do Livramento.
Durante a palestra foram apresentados os resultados da tese de mestrado de Maria João Gonçalves, centrada nas doenças identificadas a partir de análises realizadas no âmbito do estudo das freiras do convento.
O trabalho abordou, entre outros aspetos, questões relacionadas com a saúde oral e a resistência a antibióticos, as quais permitem uma melhor compreensão da circulação de microrganismos no passado e da respetiva relação com as populações atuais.
A iniciativa integrou o ciclo “Conversas no Museu” e faz parte do projeto de investigação “Vida e morte das freiras clarissas do Convento de Jesus”, que procura aprofundar o conhecimento sobre as condições de saúde e doença destas comunidades religiosas.


