O ciclo “Polícias e Ladrões – O Cinema à Lei da Bala”, organizado pela Câmara Municipal de Setúbal, com curadoria de Frederico Corado, decorre até agosto, com a exibição de 30 filmes, sempre às segundas-feiras, às 21h00, com entrada gratuita.
A primeira sessão, a 5 de janeiro, exibe o filme White Heat (“Fúria Sanguinária”), de Raoul Walsh, um clássico do cinema americano centrado na figura de um criminoso implacável e violento, protagonizado pelo ator James Cagney, que lidera uma quadrilha, tem uma ligação obsessiva com a mãe e enfrenta traições, prisão e uma grande perseguição policial enquanto planeia novos crimes.
Segue-se, a 12 de janeiro, The Big Sleep (“À Beira do Abismo”), de Howard Hawks, adaptação de um romance de Raymond Chandler que acompanha Humphrey Bogart na pele do detetive privado Philip Marlowe, contratado por um aristocrata para resolver um caso de chantagem e cuja investigação revela uma teia de segredos, mentiras e múltiplos homicídios
No dia 19 de janeiro, é exibido To Catch a Thief (“Ladrão de Casaca”), de Alfred Hitchcock, sobre um ex-ladrão de joias que vive recluso na Riviera, mas passa a ser suspeito de novos roubos. Para limpar o nome, persegue o imitador que lhe roubou o estilo e os golpes.
A 26 de janeiro, a programação prossegue com Touch of Evil (“A Sede do Mal”), de Orson Welles, um marco do cinema negro que retrata a corrupção, a violência e a manipulação policial na fronteira EUA-México.
O mês de fevereiro abre, a 2, com Oliver Twist (“As Aventuras de Oliver Twist”), de David Lean, adaptação do romance de Charles Dickens que observa o crime a partir da infância e da marginalidade social.
Segue-se, a 9 de fevereiro, Tirez sur le pianiste (“Disparem Sobre o Pianista”), de François Truffaut, um filme que cruza o policial com o melodrama, marcado pela ironia e pela melancolia.
A programação de janeiro e fevereiro encerra a 23 de fevereiro com The Ladykillers (“O Quinteto Era de Cordas”), de Alexander Mackendrick, uma comédia negra britânica em torno de um assalto tão engenhoso quanto condenado ao fracasso.
Ao longo dos meses seguintes, até agosto, o ciclo continua a revisitar diferentes épocas, estilos e geografias, mostrando como, desde os primórdios do cinema, polícias e ladrões se tornaram figuras centrais para pensar as contradições humanas, a fragilidade da lei e o fascínio pela transgressão.