Bumba da Fofinha, nome artístico de Mariana Seruya Cabral, partilhou a versão 2.0 do solo de stand-up, num formato que cruza humor confessional, autoironia e observação mordaz sobre o quotidiano.
Ao longo de cerca de uma hora, a humorista explorou, com ritmo e espontaneidade, temas associados à maternidade e às dinâmicas familiares, num cenário inspirado no universo circense que se manteve como base estética de todo o espetáculo.
Vestida de preto, descontraída e próxima do público, Bumba na Fofinha conduziu os espetadores por um “confessionário” cheio de humor sobre o lado mais sombrio, mesquinhozinho e egomaníaco no papel de mães, filhas, amigas e amantes.
A maternidade, com relatos sobre o parto, noites mal dormidas, transformações físicas, medos e novos desafios emocionais, centrou a narrativa do espetáculo em que a artista partilhou experiências pessoais sem filtros.
As relações familiares também foram abordadas com humor no espetáculo “Sombra”, com referências bem-humoradas à dinâmica entre irmãos e a histórias vividas com pais e avós.
Houve, ainda, espaço para recordar a profissão da mãe, tradutora, e para mencionar um problema de saúde enfrentado pelo pai, num registo equilibrado entre emoção e humor.

