O Movimento “Recordar 1755” assinala o sismo que destruiu grande parte de Lisboa e de diversas localidades da costa portuguesa, incluindo Setúbal, com ações de sensibilização em várias cidades do país, numa “iniciativa cívica e educacional” lançada pelo Quake – Museu do Terramoto de Lisboa com o objetivo de “sensibilizar a população para o terramoto de 1755” e para a “importância da autopreparação”.
No âmbito da segunda edição da iniciativa, que se realiza por ocasião da passagem dos 270 anos do grande terramoto de 1755, vão ser iluminados edifícios públicos e monumentos e colocadas peças de cor roxa às janelas, além de haver um coro de sirenes e sereias.
Iniciada em 2024 em Lisboa, a iniciativa alarga-se este ano a várias cidades do país, com diversos edifícios públicos e monumentos a serem também iluminados de roxo, a cor que a simboliza.
Além dos Paços do Concelho de Setúbal, estão iluminados, entre outros, o Cristo-Rei, em Almada, a estátua do Terreiro do Paço e a Câmara Municipal de Lisboa, o Castelo dos Mouros, em Sintra, o Castelo de Leiria, a Igreja de Santo António, em Lagos, e as Portas da Cidade de Ponta Delgada.
Às 09h40 de 1 de novembro, hora a que o sismo de 1755 teve início, vai haver um coro de sirenes, com a Liga dos Bombeiros Portugueses a fazer soar as sirenes dos quartéis, em conjunto com os navios da Transtejo Soflusa, no Tejo, “num gesto simbólico de memória e de apelo à preparação para riscos sísmicos”.
Os portugueses são convidados, “como gesto de memória coletiva e solidariedade”, a pendurarem uma peça roxa nas suas janelas e a partilharem as respetivas fotos nas redes sociais, utilizando a hashtag #recordar1755.